*Com a colaboração de Alberto Furtado
Desde o início da crise do coronavírus no Brasil, não se tinha dois dias seguidos com expectativas positivas na economia. Apesar de ainda estarmos sob dias de incerteza, por conta da pandemia, alguns passos foram dados diante da retomada da economia brasileira ontem (27).
O mercado viu com bons olhos a sinalização de prazos para que ocorram aberturas em setores estratégicos e produtivos. Alguns desses fatores propõe um ‘respiro’ aos agentes econômicos, mesmo que de forma cautelosa já no próximo mês.
O cenário político instável pode, a qualquer momento romper essa expectativa positiva, mas o anúncio da flexibilização da quarentena em São Paulo, mesmo com restrições, animou o mercado de uma maneira geral.
O estado paulista se trata do responsável por pelo menos 30% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Sendo assim, esse reinicio das atividades é apenas um dos fatores nessa guinada positiva.
O veto no aumento de salários dos servidores até final de 2021 e a liberação da ajuda aos estados e municípios por parte do governo federal acenou ‘com bons olhos’ ao mercado. O dólar fechou ontem (27) em R$ 5,29, e o índice Bovespa recuperou alta de +2,90.
Contudo, os índices do futuro sinalizam a tendência a curto prazo, mas indicam também um cenário de estabilidade. Nesse sentido, a previsão do dólar para junho, apresentou uma queda de 0,31%, já o índice Bovespa indica alta de 0,76% para o mesmo mês.
Além disso, a informação sobre avançado nível das pesquisas para vacina do coronavírus, favoreceu otimismo de expectativas na economia para os próximos meses. O que não acontecia nos últimos três meses.


