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sáb, 06 jun 2026
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Metanol: crise completa um mês com alerta para falsificação de bebidas

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Após 30 dias desde que os primeiros nove casos de suspeita de intoxicação por presença de metanol em bebidas o governo divulgou, em 26 de setembro, várias medidas os órgãos públicos tomaram. Principalmente, a crise metanol bebidas falsificadas levou à testagem mais rápida, confirmando ou descartando casos suspeitos em ritmo intenso.

Mesmo sem conseguir impedir todos os novos casos, as autoridades encontraram uma origem provável. Especialmente, a falsificação de bebidas levou à contaminação pois criminosos usaram álcool combustível. Por consequência, esse álcool também estava adulterado e continha metanol.

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Crise metanol bebidas falsificadas: início e mobilização

Os casos eram então considerados “fora do padrão para o curto período de tempo e também por desviar dos casos até hoje notificados de intoxicação por metanol”. Mesmo com esse alerta inicial, o consumo não sofreu impacto imediato. Igualmente, o caso só tomou espaço na mídia durante a semana seguinte, quando os estados começaram a mobilizar vigilâncias sanitárias, procons e polícias.

As ações o governo integrou em 07 de outubro, quando o governo federal criou um comitê para lidar com o problema. Além disso, no mesmo dia as autoridades anunciaram a segunda remessa de etanol farmacêutico aos hospitais pólo e a aquisição de outro antídoto, o composto fomepizol. Portanto, as ações buscavam reverter o aumento de quadros e permitir a atuação rápida das equipes de emergência.

Na mesma semana, no dia 08, o Instituto de Criminalística da Polícia Científica de São Paulo confirmou que criminosos adicionaram o metanol encontrado em garrafas contaminadas examinadas. Igualmente, sua concentração era anormal e muito acima da encontrada em processos de destilação natural.

Avanços na identificação da crise metanol bebidas falsificadas

No dia seguinte, 09, a Polícia Técnico-Científica de São Paulo iniciou a adoção de um novo protocolo de identificação de bebidas adulteradas. Por isso, as equipes diminuíram o tempo de análise, enquanto as equipes de fiscalização traziam cada vez mais vasilhames das autuações.

O estado conta com dois centros de excelência. Principalmente, o Ciatox de Campinas e o Laboratório de Toxicologia Analítica Forense (Latof) da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto.

A atuação integrada permitiu respostas mais rápidas dos laboratórios estaduais e diminuiu o impacto no comércio. Especialmente, o setor teve diminuição de até 5% do consumo somente em setembro, segundo a Abrasel, associação patronal do setor de bares e restaurantes.

Operação policial fecha primeiro ciclo da investigação

Vinte e um dias após o primeiro alerta, em 17 de outubro, uma operação da Polícia Civil de São Paulo encontrou os dois postos de onde saiu o combustível com metanol. Além disso, as equipes acompanharam um caso de um homem que havia consumido a bebida falsificada e permanece internado em estado grave no bairro da Saúde, zona sul da capital paulista. Igualmente, os policiais haviam encontrado, dias antes, a distribuidora de bebidas onde criminosos envasavam os produtos falsos.

“O primeiro ciclo fechamos. Vamos continuar as diligências para identificar a origem de todas as bebidas adulteradas no estado”, disse então o delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian.

Tecnologia ajuda no combate à crise metanol bebidas falsificadas

As investigações ainda continuam. Neste meio tempo, as universidades trabalharam e entregaram soluções rápidas. Por exemplo, o “nariz eletrônico” pesquisadores do Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) desenvolveram. Dessa forma, o equipamento consegue identificar a presença de metanol em bebidas alcoólicas. Basta uma única gota da bebida para o equipamento reconhecer odores estranhos em relação à bebida original.

Balanço atual da crise metanol bebidas falsificadas

No último boletim as autoridades divulgaram, na sexta-feira (24), 58 casos confirmados e 50 em investigação. Até então, o sistema descartou 635 notificações. Igualmente, o registro de mortes chegou a 15, sendo nove em São Paulo, seis no Paraná e seis em Pernambuco.

Mais nove óbitos seguiam em investigação: quatro em Pernambuco, dois no Paraná, um em Minas Gerais, um em Mato Grosso do Sul e um em São Paulo. Por consequência, as autoridades descartaram 32 notificações de óbitos que estavam sob investigação.

O tema tem fomentado ações também do poder legislativo. Principalmente, na capital paulista, uma CPI iniciará seus trabalhos amanhã, ouvindo autoridades estaduais sobre os esforços de combate à falsificação de bebidas. Da mesma forma, na Câmara dos Deputados, pode entrar em votação essa semana o PL 2307/07, que torna crime hediondo a adulteração de alimentos e bebidas.

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