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sex, 05 jun 2026
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Mizael Bispo é solto e irá cumprir o restante da pena em regime aberto

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O ex-policial foi condenado a mais de 20 anos de prisão pela morte da ex-namorada Mércia Nakashima em 2010; Justiça de SP concedeu progressão para o regime aberto

Mizael Bispo, o ex-policial condenado a uma pena de mais de 20 anos de prisão pelo homicídio de sua ex-namorada, Mércia Nakashima, foi libertado na tarde desta terça-feira (22), após a Justiça deferir sua solicitação de progressão para o regime aberto. Ele cumpria pena há pelo menos 12 anos em um estabelecimento prisional na cidade de Tremembé, situada no interior do estado de São Paulo.

A decisão que autorizou a progressão para o regime aberto foi emitida pela 2ª Vara de Execuções Criminais de Taubaté. Como resultado, Bispo foi liberado da Penitenciária Dr. José Augusto Salgado, conhecida como P2, em Tremembé, por volta das 16 horas.

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A Secretaria da Administração Penitenciária confirmou, por meio de comunicado, que executou a decisão judicial na tarde desta terça-feira, permitindo a Mizael Bispo a transição para o regime aberto.

O advogado de defesa de Mizael também corroborou a informação, esclarecendo que seu cliente “observou rigorosamente todos os requisitos legais e, como resultado, teve sua progressão ao regime aberto concedida”.

O Crime

Mizael Bispo estava cumprindo uma sentença de 21 anos e 3 meses no regime semiaberto na Penitenciária 2, localizada em Tremembé, no interior de São Paulo. A concessão do benefício do regime semiaberto ocorreu por decisão da Justiça em 2022.

Mércia Nakashima, que foi parceira de Mizael no passado, desapareceu pela última vez em Guarulhos, na Grande São Paulo, em 23 de maio de 2010. Seu veículo e seu corpo foram posteriormente encontrados pela Polícia Civil, respectivamente, em 10 e 11 de junho, em uma represa em Nazaré Paulista.

De acordo com as conclusões da perícia, a advogada foi vítima de tiros e morreu por afogamento, Mércia tinha 28 anos. As investigações e o Ministério Público acusaram Mizael de cometer o crime movido por ciúmes e vingança, após o término do relacionamento entre eles. A acusação alegou que Mizael recebeu ajuda de um indivíduo chamado Evandro para fugir do local.

Mizael e Evandro foram condenados pelos crimes de homicídio doloso qualificado, com agravantes de motivo torpe, meio cruel e uso de recurso que dificultou a defesa de Mércia. Em diversas ocasiões, ambos negaram as acusações e afirmaram sua inocência.

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