A Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira (12) a operação Caça Fantasmas, que resultou na prisão de dois homens suspeitos de aplicarem fraudes de concursos públicos. Além disso, a dupla utilizava redes sociais para atrair vítimas com falsos editais. Portanto, as investigações se iniciaram após denúncia registrada por uma das vítimas no interior paulista.
Esquema de fraudes de concursos públicos nas redes sociais
Os criminosos desenvolveram um método sofisticado para enganar candidatos. Primeiramente, anunciavam falsos concursos públicos em plataformas digitais. Posteriormente, direcionavam as vítimas para páginas praticamente idênticas às oficiais do Governo Federal. Consequentemente, os interessados preenchiam dados pessoais acreditando na veracidade do processo seletivo.
Após o preenchimento dos formulários, as vítimas recebiam diversos QR Codes para pagamento das taxas de inscrição. Assim, os valores variavam entre R$ 28 e R$ 87, dependendo do cargo pretendido. Entretanto, ao revisar posteriormente os documentos, muitos candidatos descobriam que seus antivírus identificavam as páginas como suspeitas.
As investigações revelaram dados alarmantes sobre a operação criminosa. Dessa forma, os agentes identificaram pelo menos 640 boletins de ocorrência seguindo o mesmo padrão de fraude. Além disso, a dupla mantinha diversas empresas ligadas a crimes virtuais para dificultar a ação policial. Por conseguinte, essa estratégia demonstra o nível de organização do esquema.
A Justiça expediu seis mandados de busca e apreensão nos endereços relacionados aos suspeitos. Durante as diligências, foram apreendidos dois veículos de luxo, notebooks, computadores e celulares. Portanto, esses equipamentos serão fundamentais para aprofundar as investigações sobre outros possíveis envolvidos no esquema de fraudes de concursos públicos.


