Os parlamentares estão indignados com a determinação das secretarias de Educação do Estado e do município de São Paulo, que insistem na presença, em cada unidade, de gestores e de servidores dos quadros de suporte pedagógico e de apoio escolar, bem como de trabalhadores terceirizados. “Doria e Covas estão transformando os diretores, os coordenadores pedagógicos, os agentes de organização e os auxiliares técnicos em vigilantes patrimoniais. Isso é desvio de função”, afirma o deputado.
O comunicado aos servidores da Secretaria estadual de Educação determina que, durante todo o período de combate ao coronavírus, estejam presentes nas escolas ao menos três funcionários, um integrante da equipe de gestão, um do suporte educacional e um do quadro de apoio. Na prefeitura, a exigência é de dois servidores.
Além de ficarem expostos ao contágio sem motivo justificável, esses trabalhadores estarão também sujeitos a todo tipo de violência. “A vigilância patrimonial das escolas não é um serviço essencial durante uma crise de saúde. E ainda que tenha de ser feita, essa atribuição cabe à Polícia Militar e à Guarda Civil Metropolitana”, conclui Carlos Giannazi.


