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sex, 19 jun 2026
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Segurança Hídrica SP: Governo Aprimora Metodologia e Fortalece Prevenção na RMSP

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O Governo de São Paulo anunciou, na última sexta-feira, 19 de janeiro, um significativo aperfeiçoamento na metodologia de monitoramento da segurança hídrica para a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). A medida, que será oficializada na próxima segunda-feira, 22 de janeiro, por meio de deliberação da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp), visa fortalecer a capacidade de prevenção e resposta do estado a desafios hídricos, incorporando novas projeções e contribuições de consulta pública.

Este trabalho representa um esforço conjunto e integrado entre a Arsesp e a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas), atuando no âmbito do Comitê de Integração das Agências para a Segurança Hídrica. A atualização era prevista na deliberação do ano anterior e reflete a experiência acumulada no primeiro ciclo de aplicação da metodologia, aprimorando seu alcance e precisão.

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Novas Bases e Estratégias no Monitoramento

A metodologia aprimorada incorpora três pilares fundamentais para a gestão da água na região. Primeiramente, haverá uma ampliação da base de dados, que passará a considerar a série histórica do comportamento hidrológico dos últimos 15 anos. Este período, além disso, abrange eventos climáticos relevantes, como El Niño e La Niña, fatores cruciais diante da previsão de ocorrência desses fenômenos nos próximos meses.

Adicionalmente, um dos pontos-chave é o monitoramento simultâneo do Sistema Integrado Metropolitano (SIM) e do Sistema Cantareira, que, por sua vez, passa a ter uma curva de contingência própria. Por fim, a terceira alteração consiste na forma de anúncio da faixa vigente, que será definida em reunião mensal do Comitê de Integração das Agências, com a emissão de nota técnica no último dia do mês em análise.

Visão Aprofundada do Sistema Cantareira

Conforme explicou Camila Viana, diretora-presidente da SP Águas, o Sistema Cantareira apresenta um comportamento distinto em relação ao restante do Sistema Integrado. Notavelmente, seu período chuvoso inicia-se posteriormente e se estende até o final de maio. Ademais, entre 2025 e 2026, o Cantareira registrou um volume de chuvas consideravelmente abaixo da média histórica, justificando um acompanhamento mais individualizado.

Essa peculiaridade, com apenas 62% da média hidrológica em 2025/2026, em contraste com 90% em 2024/2025, ressalta a importância da nova abordagem. A inclusão de uma curva específica de contingência para o Cantareira, portanto, confere maior segurança e amplia a capacidade de antecipar tendências críticas no comportamento hidrológico, segundo Viana.

Adaptações nas Faixas de Atuação e Resposta

Diego Domingues, diretor-presidente da Arsesp, detalhou que as faixas de atuação, que orientam as medidas de contingência, permanecem as mesmas, variando de 1 a 7. Elas estabelecem o Regime Diferenciado de Abastecimento (RDA), a gestão de demanda noturna em diferentes durações, e, em casos mais severos, o rodízio entre regiões. Em todas as faixas, igualmente, há previsão de ações de comunicação e suporte à população.

A principal mudança, no entanto, reside na periodicidade da avaliação. Em vez de adotar um prazo de 7 dias para avançar de faixa e 14 dias para retornar à faixa anterior, o cenário será avaliado mensalmente no Comitê de Integração das Agências. Essa nova cadência, além disso, alinha-se à periodicidade já empregada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e pela SP Águas para o Sistema Cantareira.

Contexto e Importância da Gestão Hídrica

A secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, enfatizou a relevância desses aprimoramentos. “Estamos apresentando uma evolução importante a partir de todo um trabalho de gestão hídrica planejado, transparente e estruturado, inserido na estratégia climática do Estado desde 2023”, afirmou. Ela ainda destacou que a nova base de dados robusta e o olhar especial sobre o Cantareira ampliam a capacidade de prevenção e resposta às mudanças climáticas.

A metodologia de gestão hídrica em São Paulo foi crucial para garantir a preservação do Sistema Integrado Metropolitano em anos desafiadores. Por exemplo, a Gestão de Demanda Noturna (GDN), implementada desde 28 de agosto de 2025 para preservar reservatórios, economizou mais de 158 bilhões de litros. Este volume, desse modo, equivale ao consumo mensal de aproximadamente 27,65 milhões de pessoas, superando a população da Região Metropolitana.

Aprimoramentos no texto final da metodologia refletem também o caráter participativo do processo. No total, foram apresentadas 192 manifestações por concessionárias, órgãos públicos, entidades da sociedade civil e cidadãos interessados. Dessas, 89 resultaram em modificações e aperfeiçoamentos, reforçando a transparência e a legitimidade das decisões tomadas.

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