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qui, 18 jun 2026
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Alckmin Veta Projeto de Primeiro Emprego para Jovens no Brasil

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O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, vetou integralmente o Projeto de Lei 5228/19, nesta última quinta-feira (18), que propunha a flexibilização de regras para a inserção de jovens no mercado de trabalho brasileiro. A iniciativa, conhecida como Programa Contrato de Primeiro Emprego, visava incentivar a contratação de pessoas entre 18 e 29 anos sem experiência formal. No entanto, o texto previa a redução de alíquotas do FGTS e da contribuição à Previdência, fatores cruciais para a decisão de veto.

A mensagem de veto, publicada no Diário Oficial da União, detalha as razões da decisão governamental, apontando que o PL 5228/19 infringia a Constituição Federal. Segundo o governo, a criação de uma modalidade diferenciada de contrato de trabalho, com a diminuição de garantias laborais, configuraria uma “afronta aos princípios da isonomia, da igualdade material e da vedação ao retrocesso social”. Assim, a medida seria prejudicial aos direitos conquistados pelos trabalhadores.

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Além disso, a proposta de reduzir a alíquota do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e as contribuições previdenciárias foi identificada como um risco ao sistema. A análise governamental apontou que essa alteração comprometeria o equilíbrio financeiro da Previdência Social, um pilar fundamental da seguridade social brasileira. Consequentemente, a manutenção de direitos e a estabilidade fiscal foram determinantes para a decisão de barrar o projeto.

Tramitação e Contexto do Projeto de Lei

O Projeto de Lei 5228/19 teve sua origem em uma proposta do senador Irajá (PSD-TO), buscando soluções para a empregabilidade juvenil no país. Após sua apresentação, a matéria passou por um extenso processo legislativo, sendo aprovada com modificações significativas pela Câmara dos Deputados em novembro de 2023. Este histórico demonstra a complexidade e o debate em torno do tema.

Notavelmente, durante sua tramitação na Câmara, o texto incorporou regras gerais da antiga Medida Provisória 905/19, conhecida como Carteira Verde e Amarela, que teve sua vigência expirada sem ser votada. Posteriormente, o texto revisado foi submetido à apreciação do Senado Federal, onde obteve aprovação em 27 de maio deste ano. Contudo, apesar do aval legislativo, o presidente em exercício optou pelo veto integral, impedindo sua sanção e transformação em lei.

O Que Acontece Após o Veto Presidencial

Com o veto presidencial, a palavra final sobre o Programa Contrato de Primeiro Emprego agora recai sobre o Congresso Nacional. Em uma sessão conjunta de deputados e senadores, será decidido se o veto será mantido ou derrubado, conforme previsto na Constituição. Para a derrubada, são necessários os votos da maioria absoluta de ambas as casas, ou seja, 257 deputados e 41 senadores, uma articulação política desafiadora.

Esta análise de vetos é um procedimento constitucional padrão, que permite ao Poder Legislativo revisar a decisão do Executivo, assegurando o sistema de freios e contrapesos entre os poderes. Assim, os parlamentares terão a oportunidade de reavaliar o mérito do projeto e os argumentos apresentados pelo governo para o veto, definindo o futuro da proposta de flexibilização trabalhista para jovens no Brasil.

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