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sáb, 06 jun 2026
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Vacinação Febre Amarela ABC: Governo de SP Reforça Ações Após Alerta em Santo André

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O Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP), intensificou as ações de vigilância e vacinação contra a febre amarela em toda a região do ABC Paulista. Esta medida emergencial surge após a confirmação recente da circulação do vírus em um primata não humano no município de Santo André. A presença do vírus em animais acende um alerta significativo para os moradores e exige uma resposta rápida das autoridades sanitárias locais.

A confirmação, detalhada no Boletim Epidemiológico do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) divulgado nesta segunda-feira (25), indica um risco de transmissão humana em áreas com mata, parques, unidades de conservação e regiões adjacentes a corredores ecológicos. Nesse sentido, a população ainda não imunizada é orientada a procurar imediatamente uma unidade de saúde para receber a vacina, considerada a principal forma de prevenção da doença.

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Recomendações Específicas para o ABC

Em Santo André, a vacinação é recomendada para todos os indivíduos a partir dos 6 meses de idade. Há uma particularidade para crianças entre 6 e 8 meses, que podem receber a “dose zero”, embora esta não substitua as doses previstas no calendário regular de imunização. Por outro lado, idosos com 60 anos ou mais, gestantes e mulheres que amamentam crianças com até 6 meses precisam passar por uma avaliação médica prévia antes de serem vacinados.

A orientação para reforçar a vacinação estende-se aos demais municípios do Grande ABC, incluindo São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. Nessas localidades, a recomendação é de vacinação seletiva para pessoas a partir dos 9 meses de idade. Ou seja, destinada a quem ainda não recebeu a vacina, está com o esquema incompleto ou tem indicação específica por residir, trabalhar ou circular em áreas consideradas de risco.

Vacinação e Casos no Estado

Neste ano, o estado de São Paulo registrou nove casos de febre amarela em humanos, com o lamentável desfecho de cinco mortes. Contudo, é importante destacar que todos os pacientes acometidos não possuíam histórico de vacinação prévia contra a doença. Este dado ressalta a importância crucial da imunização como barreira contra a propagação do vírus e a severidade dos casos.

Ademais, a Pasta Estadual instruiu as secretarias municipais de saúde a simplificar o acesso à vacina, eliminando a necessidade de agendamento prévio. A prioridade máxima é alcançar moradores de áreas rurais, regiões de mata, entorno de parques e unidades de conservação, além de trabalhadores rurais, turistas e indivíduos com deslocamento frequente para locais com risco de transmissão comprovado. Pessoas que receberam a dose fracionada da vacina em 2018 devem buscar uma nova dose completa, especialmente se residem ou planejam se deslocar para regiões de circulação viral.

Entendendo a Febre Amarela

A vacinação constitui a principal defesa contra a febre amarela, uma doença transmitida exclusivamente por mosquitos em áreas silvestres. É fundamental compreender que não há transmissão direta entre pessoas, nem de macacos para humanos. Nesse contexto, os primatas não humanos servem como importantes ‘sentinelas’ da circulação do vírus, auxiliando as equipes de saúde na identificação precoce de áreas de risco e na tomada de medidas preventivas.

Sintomas e Formas de Transmissão

Os sintomas iniciais da febre amarela incluem febre de início súbito, calafrios intensos, dor de cabeça aguda, dores nas costas e em todo o corpo, náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza generalizada. É crucial buscar atendimento médico imediato ao apresentar qualquer um desses sinais. A doença possui dois ciclos de transmissão: o silvestre, com vetores como mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes, e o urbano, que, embora não registrado no Brasil desde 1942, é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti caso esteja infectado.

Esquema Vacinal Recomendado

A vacina contra a febre amarela é gratuita e faz parte do calendário de rotina. O esquema vacinal recomendado pela saúde pública estabelece uma dose aos 9 meses de vida e um reforço aos 4 anos para crianças. Por outro lado, pessoas que receberam apenas uma dose antes dos 5 anos devem receber um reforço. Indivíduos de 5 a 59 anos que nunca foram vacinados necessitam de dose única, enquanto aqueles vacinados com dose fracionada em 2018 precisam verificar a necessidade de atualização em suas cadernetas de vacinação.

Para sanar dúvidas adicionais sobre a vacinação, o Governo de São Paulo disponibiliza o portal “Vacina 100 Dúvidas”, oferecendo respostas às perguntas mais frequentes encontradas nos buscadores da internet. Essa ferramenta visa esclarecer informações sobre efeitos colaterais e a eficácia das vacinas, reforçando a importância da informação transparente e acessível à população. Profissionais envolvidos nas ações de vacinação e controle vetorial também devem estar imunizados e atentos à notificação de eventuais eventos adversos pós-vacinação.

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