18.3 C
Guarulhos
sáb, 06 jun 2026
- PUBLICIDADE -

Violência Jornalista Câmara: Entidades Repudiam Ataque a Manuela Borges

PUBLICIDADE

A violência contra jornalista na Câmara dos Deputados gerou forte repúdio de entidades ligadas ao setor. Em nota oficial nesta quarta-feira (24), condenou-se o ataque sofrido pela jornalista Manuela Borges, do Portal ICL Notícias, no Salão Verde em Brasília, na tarde de terça-feira (23). As organizações classificaram o ocorrido como “inaceitável”, ressaltando a grave coação profissional vivenciada no exercício de sua função.

O incidente ocorreu quando Manuela Borges cobria uma entrevista de parlamentares opositores ao governo federal. Ela questionou membros do Partido Liberal (PL) sobre outdoors no Distrito Federal exibindo imagens de Michelle Bolsonaro e da deputada Bia Kicis (PL-DF). Dessa forma, após a pergunta, a jornalista foi cercada e intimidada por cerca de 20 servidores de gabinetes e militantes.

PUBLICIDADE

A jornalista relatou que simpatizantes se aproximaram, posicionando celulares perto de seu rosto e proferindo gritos de intimidação. Além disso, o local contava com assessores e pessoas filmando sem credenciamento, intensificando o cerco. Manuela Borges afirmou à Agência Brasil: “Nosso papel é fazer perguntas. Não podemos sofrer violência por isso.”

Entidades Repudiam Violência Jornalista Câmara

O documento de repúdio foi assinado por importantes instituições do jornalismo. Entre elas, destacam-se o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF), o Coletivo de Mulheres Jornalistas do DF, a Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ) e a Comissão de Mulheres Jornalistas da FENAJ. Com efeito, essa união de entidades reforça a defesa da integridade e da liberdade profissional.

Para as entidades, o cerco agressivo contra uma mulher jornalista tem um objetivo claro: silenciar questionamentos e fragilizar a presença feminina em espaços de poder. Nesse sentido, essa violência contra jornalista na Câmara vai além de um ataque individual, configurando-se como uma afronta à liberdade de imprensa e à diversidade de vozes.

A nota conjunta enfatizou que “a liberdade de imprensa é pilar fundamental da democracia”. Ela não pode ser cerceada por métodos de coação física ou psicológica praticados por servidores públicos. Consequentemente, a agressão é vista como um ataque frontal à categoria profissional e ao próprio jornalismo, afetando toda a sociedade.

Um ponto de grave preocupação levantado pelas entidades foi a inação da Polícia Legislativa. Os profissionais do jornalismo observaram que a segurança presente no local não interveio de forma alguma para garantir a integridade de Manuela Borges durante o incidente. Entretanto, essa falha na proteção gerou ainda mais indignação entre os defensores da imprensa.

Apuração e Segurança: Exigências Após a Violência

Os representantes da categoria exigem da Presidência da Câmara dos Deputados a imediata e rigorosa apuração do caso. Eles demandam a “responsabilização administrativa e legal de todos os servidores e parlamentares envolvidos” no ataque. Por outro lado, as entidades deixam claro que a impunidade não será tolerada em casos de assédio a profissionais da mídia.

Outrossim, as entidades reivindicam medidas de segurança efetivas para “garantir o livre exercício da profissão por jornalistas em todas as dependências do Congresso Nacional“. Uma representação formal será encaminhada à Presidência da Câmara, contendo imagens e vídeos que auxiliarão na identificação dos agressores e na comprovação dos fatos.

De acordo com as entidades, entre os agressores, havia tanto pessoas com crachá de servidores de gabinetes parlamentares quanto militantes políticos. Isso indica um ambiente hostil planejado, que visava intimidar a jornalista e suprimir a liberdade de expressão. Afinal, a presença de agentes públicos na ação agrava significativamente a seriedade do incidente.

Manuela Borges Mantém a Resiliência Diante da Adversidade

Apesar da violência contra jornalista na Câmara, Manuela Borges demonstrou notável resiliência. Ela afirmou que não se intimidará e que continuará sua cobertura na Câmara dos Deputados normalmente, como faz há mais de 20 anos. Adicionalmente, em 2014, ela também foi ofendida pelo então deputado Jair Bolsonaro após perguntas sobre o golpe de 1964, evidenciando sua longa trajetória de enfrentamento.

A Agência Brasil buscou posicionamento do Partido Liberal e da Presidência da Câmara sobre o episódio. Até o momento, nenhuma das partes se manifestou publicamente a respeito dos acontecimentos. O espaço, em suma, permanece aberto para futuras declarações, aguardando um pronunciamento oficial e um posicionamento claro sobre os fatos.

Sua opinião é fundamental para a defesa da liberdade de imprensa e o fortalecimento da democracia. Compartilhe este artigo em suas redes sociais e deixe seu comentário abaixo sobre a violência contra jornalista na Câmara, contribuindo para o debate público e a busca por justiça.

PUBLICIDADE

VEJA TAMBÉM

REDES SOCIAIS

30,908FãsCurtir
10,600SeguidoresSeguir
5,417SeguidoresSeguir
3,070InscritosInscrever
PUBLICIDADE

ÚLTIMAS NOTÍCIAS