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seg, 13 jul 2026
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Tensão global no Oriente Médio derruba bolsa e impulsiona dólar e petróleo

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Os mercados financeiros globais enfrentaram instabilidade nesta segunda-feira, 13 de maio de 2024, impulsionados pela escalada das tensões no Oriente Médio. O conflito envolvendo Estados Unidos e Irã gerou aversão ao risco, resultando na queda da bolsa brasileira, na valorização do dólar frente ao real e em um significativo aumento nos preços do petróleo.

Mercado brasileiro sente o impacto global

O Ibovespa, principal índice da B3, registrou queda de 1,2% e encerrou o dia em 175.739 pontos. Inicialmente operando próximo à estabilidade, o índice passou a ceder ao longo do pregão, refletindo a cautela dos investidores internacionais diante do cenário geopolítico. Enquanto isso, o dólar comercial acompanhou o movimento de fortalecimento da moeda norte-americana, encerrando cotado a R$ 5,131, uma valorização de 0,46%.

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Petróleo dispara em meio a ameaças

O petróleo liderou os ganhos nos mercados globais, com o barril tipo Brent, referência internacional, subindo 9,59% para US$ 83,30. Da mesma forma, o barril WTI do Texas avançou 9,42%, atingindo US$ 78,14. Essa valorização expressiva ocorreu devido a ameaças que envolvem o Estreito de Ormuz, uma rota marítima crucial por onde transitam cerca de 20% do petróleo mundial.

As declarações do presidente dos Estados Unidos sobre o endurecimento das sanções contra o Irã e a intenção de taxar em 20% a carga que passa por Ormuz intensificaram a preocupação. Consequentemente, o governo iraniano prometeu retaliação, e foram noticiados novos confrontos entre forças no Iêmen e Arábia Saudita, além de explosões em Bandar Abbas, no Irã. Tais eventos reforçaram os temores de uma possível restrição na oferta global do insumo, alimentando a expectativa de maior volatilidade nos mercados.

Setores mistos e projeções econômicas

Apesar da queda generalizada da bolsa, as ações da Petrobras registraram alta, impulsionadas pelo aumento do preço do petróleo. Os papéis ordinários da estatal subiram 3,44%, enquanto os preferenciais avançaram 2,55%. Outras empresas petrolíferas também apresentaram valorização, contudo, esse movimento positivo não foi suficiente para compensar as perdas significativas em setores como bancos, empresas de consumo e mineradoras, que puxaram o Ibovespa para baixo.

O mercado reagiu com apreensão ao risco de que a elevação do petróleo impacte a inflação global e, por conseguinte, a trajetória das taxas de juros nas principais economias. No âmbito doméstico, investidores acompanharam a divulgação do Boletim Focus, relatório semanal do Banco Central. O documento manteve a projeção para o dólar em R$ 5,20 para o fim do ano e preservou a expectativa da Selic em 14% ao ano para 2026, indicando um cenário de cautela persistente.

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