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seg, 13 jul 2026
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Campeões mundiais dominam semifinais da Copa de 2026

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As semifinais da Copa do Mundo de 2026 reúnem exclusivamente seleções campeãs mundiais, um feito que não ocorria desde a edição de 1990 na Itália. Argentina, França, Espanha e Inglaterra disputam as vagas na final, somando sete títulos mundiais ao longo da história do torneio.

Esta formação de gigantes representa aproximadamente um terço das conquistas nas 22 edições da Copa. Contudo, esta terça-feira, 14 de julho de 2026, marca o primeiro confronto semifinalista, com França e Espanha medindo forças às 16h (horário de Brasília) em Dallas, nos Estados Unidos. Enquanto isso, argentinos e ingleses se enfrentam na quarta-feira, 15 de julho de 2026, no mesmo horário, em Atlanta.

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Retorno de um cenário histórico

Há 36 anos, em 1990, a Copa do Mundo na Itália também viu apenas campeões disputarem as semifinais. Naquela ocasião, Argentina e Inglaterra também estavam presentes, enfrentando a anfitriã Itália e a então Alemanha Ocidental, respectivamente. Os sul-americanos, com dois títulos na época, eliminaram a Itália em Nápoles após um empate por 1 a 1 e vitória nos pênaltis por 4 a 3.

Por outro lado, a Inglaterra buscava sua primeira final desde o título de 1966, mas foi superada pela Alemanha Ocidental, que venceu também nos pênaltis, após um 1 a 1 no tempo normal. A Alemanha Ocidental, que viria a ser tricampeã daquela edição, alcançou sua terceira final consecutiva, um recorde na época. A semifinal de 1990 representava mais da metade das conquistas mundiais até então, com oito dos treze títulos disputados na história do torneio.

Caminhos distintos até a semifinal

As seleções semifinalistas de 2026 apresentaram trajetórias variadas até esta fase da competição. França e Espanha demonstraram maior eficiência, avançando sem necessidade de prorrogação ou disputa de pênaltis em seus jogos eliminatórios. Os franceses acumularam 282 minutos em campo, superando Suécia, Paraguai e Marrocos. A Espanha, por sua vez, registrou 285 minutos, com vitórias sobre Áustria, Portugal e Bélgica, com Mikel Merino decidindo em momentos cruciais.

A Inglaterra teve um percurso mais longo, somando 327 minutos após vencer República Democrática do Congo e México no tempo normal, mas precisando de prorrogação para eliminar a Noruega. Contudo, a Argentina enfrentou o maior desgaste físico, totalizando 364 minutos em campo. Os ‘albicelestes’ disputaram prorrogação em duas de suas três partidas eliminatórias contra Cabo Verde, Egito e Suíça, resultando em vitórias apertadas.

Desempenho e ranking da Fifa

Analisando o ranking da Federação Internacional de Futebol (FIFA) de 11 de junho, os adversários das fases eliminatórias também mostraram variações de força. A Argentina enfrentou as equipes de rankings mais baixos: Cabo Verde (67º), Egito (29º) e Suíça (19º). Já a Inglaterra superou República Democrática do Congo (46º), México (14º) e Noruega (31º).

Por outro lado, a França enfrentou Suécia (38º), Paraguai (41º) e Marrocos (7º), este último o adversário mais bem ranqueado do grupo. A Espanha teve o caminho mais desafiador, confrontando Áustria (24º), Portugal (5º) e Bélgica (9º). Além disso, a Copa de 2026 marca um feito inédito desde a criação do ranking da FIFA em dezembro de 1992: os quatro semifinalistas ocupam as quatro primeiras posições na lista.

Inicialmente, a Argentina liderava o ranking, mas a França a ultrapassou durante a competição, ganhando duas posições. Enquanto a Espanha caiu da segunda para a terceira posição, também ao longo do Mundial, a Inglaterra manteve-se na quarta colocação. Historicamente, a Espanha detém o recorde de permanência na liderança entre as seleções que disputam as semifinais de 2026.

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