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qui, 23 jul 2026
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Julho Amarelo: Saúde SP alerta sobre prevenção e controle de hepatites virais

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A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) intensifica neste mês a campanha Julho Amarelo, orientando a população sobre a prevenção e o controle das hepatites virais em todo o estado. Para os moradores de Guarulhos e da Grande São Paulo, a iniciativa ressalta a importância de manter a vacinação atualizada e adotar práticas de higiene essenciais na rotina diária.

Compreendendo as hepatites virais e seus riscos

As hepatites virais representam infecções que afetam diretamente o fígado, provocadas por diferentes vírus categorizados de A a E. Embora a hepatite A geralmente não evolua para um quadro crônico, em algumas situações graves, pode gerar uma hepatite fulminante, por conseguinte, requerendo até mesmo um transplante de fígado.

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Por outro lado, as demais variantes da doença, como as hepatites B, C e D, frequentemente progridem de maneira silenciosa, sem manifestar sintomas evidentes em suas fases iniciais. Essa ausência de sinais facilita a evolução para condições crônicas sérias, incluindo cirrose e câncer hepático, caso não haja tratamento adequado. Ademais, é importante notar que outras causas, além dos vírus, podem levar à hepatite, como o uso de certos medicamentos, o consumo excessivo de álcool e doenças autoimunes.

Vacinação e medidas preventivas essenciais

A vacinação constitui um pilar fundamental na prevenção das hepatites virais. As vacinas contra os tipos A e B estão amplamente disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) em todo o estado de São Paulo, beneficiando diretamente os cidadãos de Guarulhos. A vacina da hepatite A é indicada para crianças aos 15 meses de idade em dose única; nesse sentido, grupos específicos podem recebê-la em esquema de duas doses nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE) a partir de um ano.

A vacina contra a hepatite B, por sua vez, integra o Calendário Nacional de Vacinação e deve ser administrada prioritariamente nas primeiras 12 horas de vida, ainda nas maternidades. O esquema é complementado aos 2, 4 e 6 meses com a vacina pentavalente. Contudo, o imunizante é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para pessoas de todas as idades que ainda não foram vacinadas ou que possuem o esquema vacinal incompleto, enquanto não existe vacina para a hepatite C até o momento.

Além da imunização, medidas de higiene são cruciais para evitar a transmissão da hepatite A. Assim, o consumo de água tratada e de fontes seguras, bem como a higienização e o cozimento adequado dos alimentos, são recomendações da SES-SP que a população deve seguir rigorosamente.

Testagem e tratamento: caminho para o diagnóstico e a cura

Considerando que as hepatites virais frequentemente não apresentam sintomas, o diagnóstico precoce assume papel vital na interrupção da cadeia de transmissão e na prevenção de complicações graves. Nesse contexto, a realização de testes para hepatites B e C durante o pré-natal é fortemente recomendada, contribuindo para evitar a transmissão vertical da mãe para o bebê.

O Ministério da Saúde, igualmente, orienta que todo adulto faça o teste para hepatite C pelo menos uma vez na vida, independentemente da existência de fatores de risco ou de manifestações sintomáticas. Esses testes estão acessíveis nas UBSs e nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTAs). Por fim, a boa notícia é que a hepatite C possui cura, com tratamento completo e gratuito disponibilizado pelo SUS.

Panorama estadual e formas de transmissão

Registros da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo indicam números significativos de casos. Dados referentes a um período específico, disponíveis no Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde (Nies), apontam 1.953 casos de hepatite A, 651 de hepatite B e 855 de hepatite C.

A hepatite A se transmite principalmente pela via fecal-oral, ou seja, pelo consumo de água ou alimentos contaminados. Assim, a prevenção engloba vacinação e aprimoramento das condições de higiene, sendo os sintomas comuns febre, fadiga, náuseas e icterícia. Por sua vez, a hepatite B é transmitida sobretudo por relações sexuais desprotegidas e contato com sangue infectado, incluindo o compartilhamento de agulhas e objetos perfurocortantes; portanto, a vacinação emerge como a principal medida preventiva.

A hepatite C também tem sua principal via de transmissão pelo contato com sangue contaminado, e frequentemente não exibe sintomas iniciais. Apesar da ausência de vacina, o diagnóstico precoce por meio da testagem é fundamental, pois a doença tem cura e tratamento gratuito via SUS. Enquanto isso, a hepatite D se transmite de modo similar à B, mas depende da presença do vírus B para se replicar; desse modo, a vacinação contra a hepatite B também protege contra a hepatite D.

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