Embora a hidroxicloroquina tenha sido liberada pelo Ministério da Saúde para uso em pacientes com a doença, ela ainda é objeto de estudo. Ainda não há um medicamento específico para cura da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.
Ou seja, não há comprovação cieníifica sobre a eficácia de fato para a doença. O medicamento é usado no tratamento de, por exemplo, artrite, lúpus e malária. A Covid-19 é um vírus e por isso, a pessoa infectada depende da ação do sistema imunológico para se recuperar.
A transmissão acontece de pessoa para pessoa, pelo contato com gotículas contaminadas de saliva por meio da tosse, espirro e secreção. Mas, durante essa semana, houve ampla repercussão sobre o uso desse medicamento para coronavírus.
De acordo com Vivien Munaro, da VM Documental, consultoria em saúde “Esse medicamento tem efeitos colaterais fortes e é associado a outros medicamentos, vendidos somente com receita médica e ele provavelmente não fará efeito sem a associação de um outro antibiótico”.
“A recomendação de pessoas com casos leves é o isolamento em casa, por 14 dias mas, podendo chegar a 40 dias, após os primeiros sintomas. Não se deve tomar hidroxicloroquina por conta própria, os efeitos colaterais adversos podem piorar os casos leves”. Explica o pesquisador da Universidade de São Paulo (USP) Wesley Fotoran.
Ainda segundo o Pesquisador que atua na área de vacinas para malária “A ciência demora tempo para aprovar novas drogas e vacinas pois eticamente não devemos dar falsas esperanças durante o processo. Esperar que a ciência valide os dados para uso é o mais aconselhado nesse momento.”
De acordo com Fotoran “O uso indevido de hidroxicloroquina deixou pessoas que necessitam dela de fato sem o remédio. Manter o isolamento social é a melhor arma que qualquer pessoa com ou sem sintomas pode tomar, protegendo assim, seus familiares e amigos.”


