Em pronunciamento oficial na noite desta quarta-feira (08) em cadeia nacional de rádio e televisão, o Presidente Jair Bolsonaro voltou a defender amplamente o uso da hidroxicloroquina em pacientes com a Covid-19.
A autoridade máxima do país voltou afirmou que o país tem dois problemas que devem ser enfrentados igualmente, o vírus e o desemprego.
Bolsonaro disse que respeita a autonomia dos governadores mas, afirmou que não foi consultado sobre as medidas de restrições impostas nos estados para conter a pandemia.
Com o anúncio oficial de hoje, já são cinco pronunciamentos feitos pelo Presidente desde que a pandemia foi decretada pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
Numa afirmação mais acalorada mencionou o Médico Roberto Kalil que foi infectado pela Covid-19 e declarou que fez uso do medicamento, defendido amplamente por Bolsonaro, e inclusive receitou à seus pacientes.
Numa crítica clara à outro médico, o infectologista Davi Uip, chamou o sigilo médico de “juramento de hipócritas”. Uip é aliado do Governador João Dória e também foi infectado pelo coronavírus, mas, negou a dizer se fez uso da hidroxicloroquina em seu tratamento.
O presidente afirmou que “as consequências do tratamento não podem ser mais danosas que a doença, o desemprego também leva à pobreza, à fome, à miséria e em fim à própria morte”.
O presidente mencionou ainda as medidas econômicas adotadas por sua equipe como a liberação do saque do FGTS em até um salário mínimo, e o auxílio emergencial de R$600 que começa a ser pago amanhã.


