A equipe brasileira de judô encerrou sua participação no Grand Slam de Astana, no Cazaquistão, neste último domingo (10), com um balanço expressivo de sete medalhas conquistadas, consolidando sua força no cenário internacional. Dentre os pódios do último dia, Guilherme Schimidt (-90kg) garantiu a prata, enquanto Beatriz Freitas (-78kg) e Leonardo Gonçalves (-100kg) adicionaram mais dois bronzes à contagem geral do país na competição.
Desempenho Notável no Último Dia de Competição
A primeira grande conquista do domingo coube a Guilherme Schimidt. Após um percurso vitorioso com três lutas, o atleta alcançou sua primeira final em nível internacional desde a transição da categoria -81kg para a -90kg, demonstrando rápida adaptação. Contudo, na disputa pelo ouro, Schimidt enfrentou o sérvio Boris Rutovic e, após ceder um yuko, não conseguiu reverter o placar, ficando com a honrosa medalha de prata.
Na sequência, Beatriz Freitas assegurou um dos bronzes na categoria -78kg, elevando para cinco o número de terceiros lugares do Brasil nesta edição do evento. Em uma luta decisiva, a judoca brasileira aplicou dois waza-aris na canadense Coralie Godbout, repetindo o bom desempenho que a caracteriza em competições desse porte. Este resultado sublinha a consistência de Freitas no circuito internacional.
Para selar a campanha do Brasil no Cazaquistão com chave de ouro, Leonardo Gonçalves também garantiu o bronze na categoria -100kg masculino. O atleta superou o holandês Simeon Catharina em um combate acirrado, que foi decidido no golden score. Gonçalves aplicou um yuko que confirmou a sétima e última medalha para a delegação brasileira, marcando um encerramento vitorioso.
O Percurso Vencedor da Delegação Brasileira em Astana
A conquista das sete medalhas no Grand Slam de Astana é um feito notável para o judô brasileiro, refletindo a profundidade e o talento da equipe. A competição, que integra o circuito mundial da Federação Internacional de Judô (IJF), oferece pontos cruciais para o ranking e qualificação olímpica, tornando cada pódio um passo importante rumo aos Jogos. Além das medalhas do último dia, outros judocas brasileiros também brilharam anteriormente no evento, com destaque para as conquistas que contribuíram para o total de bronzes do país.
Este desempenho coletivo reafirma a posição do Brasil como uma potência no judô mundial, com atletas capazes de competir em alto nível em diversas categorias de peso. Ademais, a participação ativa em Grand Slams como o de Astana é fundamental para o desenvolvimento técnico e tático dos competidores, expondo-os a diferentes estilos de luta e preparando-os para os desafios futuros. Portanto, a campanha no Cazaquistão serve como um forte indicativo do potencial brasileiro.
Próximos Desafios no Calendário Internacional
Com o sucesso em Astana, a Seleção Brasileira de Judô já direciona seu foco para os próximos compromissos no calendário internacional. O desafio imediato é o Open Europeu de Benidorm, na Espanha, agendado para o próximo fim de semana. Este evento será seguido por um treinamento de campo intensivo na mesma cidade, proporcionando aos atletas uma oportunidade valiosa para aprimorar suas técnicas e estratégias.
Essas competições e períodos de treinamento são essenciais na preparação para os grandes torneios da temporada e, em última instância, para o ciclo olímpico. Assim, a busca por pontos no ranking e o desenvolvimento contínuo dos atletas permanecem como prioridades para a comissão técnica brasileira. A expectativa é que o bom momento do judô nacional se mantenha, impulsionando ainda mais talentos ao pódio.


