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dom, 19 jul 2026
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Evacuação navio hantavírus: Passageiros e Tripulantes Deixam Embarcação Após Surto Mortal

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Passageiros e tripulantes do navio MV Hondius começaram a ser retirados da embarcação na manhã deste domingo (10), no porto de Granadilla, na ilha espanhola de Tenerife. A medida ocorre quase um mês após um surto de hantavírus matar três pessoas a bordo, exigindo uma complexa operação de repatriação e cuidados de saúde.

Início da Repatriação e Medidas de Segurança

Os primeiros a deixar o navio foram quatorze espanhóis, sendo treze passageiros e um membro da tripulação, por volta das 5h30 (horário de Brasília). Adicionalmente, mais de 30 profissionais da Unidade Militar de Emergências (UME) do Ministério da Defesa espanhol participaram da remoção, adotando rigorosas medidas de segurança, incluindo a obrigatoriedade de vestimentas especiais de proteção para os passageiros.

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Do porto de Granadilla, os espanhóis foram prontamente transportados para o Aeroporto de Tenerife Sul. Em seguida, viajaram em um avião militar até a Base Aérea de Torrejón de Madri, próxima à capital espanhola, onde deram entrada no Hospital Gómez Ulla para acompanhamento médico. Esse procedimento destacou a seriedade da situação e a coordenação das autoridades.

Após a saída dos espanhóis, um grupo de cinco franceses foi o próximo a ser evacuado, cercado pelos mesmos cuidados e precauções sanitárias. Contudo, durante o voo de retorno a Paris, um dos passageiros franceses, que até então estava assintomático, começou a apresentar sintomas relacionados ao hantavírus, conforme relatado pelo primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu.

A Complexa Logística da Evacuação

A empresa turística holandesa Oceanwide Expeditions, responsável pelo cruzeiro, informou que os 102 passageiros e 47 tripulantes a bordo são de diversas nacionalidades. Desse modo, a sequência de desembarque está sendo cuidadosamente coordenada conforme a chegada dos voos de repatriação, garantindo a eficiência e segurança do processo.

A retirada de todos do MV Hondius está sendo realizada com o uso de lanchas, seguindo as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS). Assim, cada passageiro e tripulante deverá ser o mais rapidamente possível transportado por via aérea para seu respectivo país de origem, onde cumprirão quarentena obrigatória, minimizando riscos de contaminação.

As autoridades responsáveis estimam que a complexa operação de evacuação se estenda ao menos até a tarde de segunda-feira (11). Conforme a Oceanwide Expeditions, ao fim do desembarque de todos os passageiros e de parte dos tripulantes – aproximadamente 30 devem permanecer a bordo –, o navio será reabastecido e receberá os suprimentos necessários para seguir viagem até o porto de Rotterdam, na Holanda, em uma travessia estimada em cinco dias.

O Surto de Hantavírus e suas Consequências

Casos Confirmados e Vítimas

Até a manhã deste domingo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou ao menos seis casos de hantavírus entre os viajantes, incluindo as três vítimas fatais. Além disso, outros dois casos suspeitos estão sob análise, intensificando a preocupação com a propagação da doença e a necessidade de isolamento rigoroso.

O navio MV Hondius partiu de Ushuaia, no extremo sul da Argentina, em 1º de abril. Dez dias depois, um passageiro holandês faleceu a bordo. Contudo, seu corpo só foi desembarcado em 24 de abril, na ilha britânica de Santa Helena, onde, três dias depois, sua esposa, também holandesa, começou a apresentar mal-estar e veio a óbito. Um terceiro passageiro, de nacionalidade alemã, morreu a bordo em 2 de maio, marcando uma sequência trágica de eventos.

Transmissão e Sintomas da Doença

O hantavírus é uma doença zoonótica transmitida principalmente por roedores, como ratos, através de suas fezes, urina ou saliva. De acordo com a OMS, a transmissão de pessoa para pessoa é rara e ocorre apenas em contato muito próximo, geralmente por meio de saliva ou secreções respiratórias, o que demanda precauções específicas em ambientes confinados como um navio.

Os sintomas iniciais da doença incluem febre e dores pelo corpo, podendo evoluir para dificuldades respiratórias e cansaço excessivo, características que podem se agravar rapidamente em casos mais severos. Portanto, o monitoramento constante dos passageiros e tripulantes é crucial para a detecção precoce e tratamento adequado.

Reasseguramento da OMS para a População Local

Em uma mensagem direcionada à população de Tenerife, cujo presidente da comunidade, Fernando Clavijo, liderou uma campanha para proibir o atracamento do navio na ilha, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, minimizou os riscos de contaminação para os moradores locais. Segundo Adhanom, o vírus a bordo do MV Hondius é a cepa andina do hantavírus, que é grave, mas o risco para quem vive normalmente em Tenerife é baixo.

Adhanom garantiu que não estava sendo leviano em sua afirmação, reforçando que, no momento, não há passageiros sintomáticos a bordo do navio. Além disso, um especialista da OMS está presente na embarcação, suprimentos médicos estão disponíveis e as autoridades espanholas prepararam um plano cuidadoso e passo a passo para a contenção e evacuação. Assim, a situação está sob controle e monitoramento rigoroso.

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