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dom, 19 jul 2026
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Seleção masculina de vôlei: Brasil em risco de eliminação inédita na VNL

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A seleção brasileira masculina de vôlei enfrenta uma situação crítica na Liga das Nações (VNL) de 2024 após a derrota por 3 sets a 0 para a Polônia, em Chicago, Estados Unidos, na noite de 17 de maio. O resultado, adverso e inesperado, coloca a equipe comandada por Bernardinho em risco de uma eliminação inédita na primeira fase do torneio. O cenário exige vitórias e uma combinação de outros resultados para que o Brasil avance às quartas de final.

Atualmente na nona posição entre dezoito seleções, o Brasil soma dezesseis pontos, resultantes de seis vitórias e cinco derrotas. A apenas uma rodada do encerramento da fase de classificação, o time verde e amarelo necessita alcançar, no mínimo, a sétima colocação para garantir sua passagem para a próxima etapa. Caso contrário, a seleção se despedirá da competição precocemente, algo nunca antes ocorrido nas oito edições do torneio.

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Brasil busca reabilitação contra a China

A equipe brasileira tem um novo compromisso agendado para 19 de maio, às 14h, horário de Brasília, quando enfrentará a China. Esta partida, igualmente realizada em Chicago, representa uma chance de somar pontos cruciais. Contudo, o destino do Brasil não dependerá exclusivamente de seu desempenho em quadra, pois o cenário da classificação envolve uma série de combinações de resultados de outros jogos.

Complexos cenários para a classificação

Para que o Brasil mantenha vivas suas chances de avançar no torneio, diversas condições precisam ser atendidas nos próximos dias. Uma das chaves para a equipe reside em eventos que se desenrolam antes mesmo de seu próprio jogo. Primeiramente, em 18 de maio, no confronto entre Estados Unidos e Bulgária, os búlgaros não podem vencer por 3 a 0 ou 3 a 1. Posteriormente, no dia 19 de maio, o Brasil precisa torcer pela derrota da Ucrânia para a Alemanha, em partida disputada em Belgrado, Sérvia, com início às 11h30. Além disso, a seleção brasileira deve cumprir sua parte, derrotando a China, preferencialmente por 3 a 0 ou 3 a 1, para assegurar os três pontos. Por fim, para consolidar a possível classificação, a Bulgária precisa perder para a França, sem ganhar sets, em um jogo marcado para as 18h.

Desempenho recente preocupa com série de derrotas

A derrota para a Polônia marca a quinta nos últimos sete compromissos do Brasil pela Liga das Nações, um retrospecto que evidencia a fase desafiadora da equipe. Todas essas cinco derrotas ocorreram por placares de 3 a 0 ou 3 a 1, indicando dificuldades em reagir durante os confrontos. As únicas vitórias neste período foram um 3 a 2 contra o Canadá e um 3 a 0 sobre a França. Considerando os 21 pontos possíveis nesses sete jogos, o Brasil conseguiu acumular apenas cinco, demonstrando uma baixa eficácia em converter o potencial em resultados. A fragilidade em momentos decisivos tem sido um fator recorrente. Durante o jogo contra a Polônia, o ponteiro Lucarelli e o oposto Darlan foram os destaques brasileiros, ambos com doze pontos. Por outro lado, o ponteiro polonês Tomasz Fornal liderou o triunfo de sua equipe com treze pontos, incluindo quatro aces.

Capitão Lucarelli lamenta erros decisivos

Após o confronto contra a Polônia, o capitão da seleção brasileira, Lucarelli, expressou seu desapontamento com o desempenho da equipe. Em depoimento divulgado pelo site da Federação Internacional de Vôlei (FIVB), o ponteiro ressaltou a qualidade dos dois primeiros sets. “Nossos dois primeiros sets foram de alto nível, mas acabamos cometendo erros em situações que deveriam ser fáceis. Temos que lidar melhor com esses momentos e aproveitar os contra-ataques”, afirmou Lucarelli. Ele também acrescentou que “Perder para um time forte como a Polônia desta maneira traz o pior sentimento possível”, destacando a frustração de ceder a um adversário de alto calibre em falhas evitáveis.

A Liga das Nações e o histórico do vôlei brasileiro

A Liga das Nações, criada em 2018, substituiu a tradicional Liga Mundial, disputada de 1990 a 2017. O Brasil conquistou a edição de 2021, sendo esta sua única aparição em uma final do novo formato. Enquanto isso, na antiga Liga Mundial, a seleção brasileira se estabeleceu como a maior campeã, com um total de nove títulos. Este histórico de excelência eleva as expectativas e a pressão sobre o time atual, que busca resgatar o protagonismo em um torneio de grande relevância no calendário internacional do vôlei. A situação de risco de eliminação inédita contrasta fortemente com o legado vitorioso do país na modalidade.

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