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sáb, 18 jul 2026
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Caged abril empregos Brasil: Criação de vagas desacelera bruscamente

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O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, revelou que o Brasil abriu 85.888 postos de trabalho com carteira assinada em abril. Contudo, este saldo representa uma queda expressiva de 62,3% em comparação com o mês anterior, quando 227.974 empregos foram gerados, indicando uma desaceleração significativa no mercado formal do país. A retração é atribuída principalmente aos juros elevados e à diminuição do ritmo econômico.

Análise da Desaceleração do Mercado de Trabalho

A criação de empregos formais em abril deste ano apresentou uma redução drástica de 63,9% em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando 238.216 postos de trabalho haviam sido contabilizados, considerando os dados já ajustados. Esse cenário reflete as pressões impostas por uma taxa de juros elevada e pela perceptível desaceleração da atividade econômica nacional, fatores que impactam diretamente a confiança e os investimentos empresariais.

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Ao analisar o acumulado de janeiro a abril, o Caged registrou uma diminuição de 23,4% nas vagas formais, totalizando 699.762 em 2026 contra 913.827 no mesmo período de 2025. Esses números, que incluem ajustes de declarações entregues fora do prazo pelos empregadores, reforçam a tendência de arrefecimento na geração de postos de trabalho com carteira assinada no país.

Comparativo Histórico Recente

Entre os meses de abril desde 2020, o resultado atual é o segundo mais baixo da série, superando apenas o dado de 2020, quando o país registrou um fechamento massivo de 981.342 postos de trabalho formais. Naquela ocasião, o cenário de retração foi diretamente influenciado pelo início da pandemia de Covid-19 e pelas medidas de isolamento social impostas, que impactaram profundamente a economia. A metodologia atual do Caged impede comparações com períodos anteriores a 2020.

Desempenho Setorial na Criação de Vagas

Na análise por ramos de atividade, três dos cinco setores pesquisados pelo Ministério do Trabalho e Emprego contribuíram positivamente para a criação de empregos formais em abril. O setor de Serviços liderou a expansão com 69.601 novas vagas, seguido pela Construção Civil, que adicionou 23.525 postos. A Indústria, englobando transformação, extração e outros segmentos, também registrou um saldo positivo de 9.256 empregos.

Em contrapartida, dois setores registraram mais demissões do que contratações no mesmo mês. A Agropecuária teve uma redução de 8.378 postos de trabalho, enquanto o Comércio eliminou 8.114 vagas. Historicamente, o mês de abril é considerado um período fraco para o setor comercial, e as demissões na agricultura são frequentemente associadas ao fim da safra de soja e à desmobilização de cultivos como maçã e laranja.

Setores em Destaque

Dentro do setor de Serviços, a área de saúde humana e serviços sociais se destacou, gerando 18.150 postos formais. Adicionalmente, o segmento de transporte, armazenagem e correio também contribuiu significativamente, abrindo 12.235 novas vagas. Estes dados demonstram a resiliência e a demanda contínua por serviços essenciais e logísticos, mesmo em um período de desaceleração geral na criação de empregos.

No âmbito da Construção Civil, os serviços especializados para construção foram os maiores impulsionadores, com 8.745 novos empregos formais. A construção de edifícios também apresentou um desempenho robusto, adicionando 7.397 postos. Finalmente, na Indústria, a fabricação de álcool foi a principal geradora de vagas, com 4.522, seguida de perto por abate e fabricação de produtos de carne e automóveis, caminhonetes e utilitários.

Cenário Regional da Geração de Empregos

Apesar da desaceleração geral, todas as cinco regiões brasileiras registraram abertura de vagas formais em abril, evidenciando uma distribuição geográfica da geração de empregos. O Sudeste liderou com 44.545 postos, seguido pelo Nordeste (18.714) e Centro-Oeste (10.890). As regiões Norte e Sul também apresentaram saldos positivos, com 6.651 e 4.449 vagas, respectivamente.

Na análise por unidades da Federação, 24 estados registraram saldo positivo de empregos, enquanto três eliminaram mais vagas do que criaram. São Paulo se destacou com 20.202 novos postos, seguido pelo Rio de Janeiro, com 11.741, e Minas Gerais, com 8.991. Em contrapartida, Alagoas (-1.505), Rio Grande do Sul (-1.396) e Rio Grande do Norte (-1.396) foram os estados que registraram o maior fechamento de vagas formais no mês de abril.

Estoque de Empregos Formais

Com a abertura de novos postos, o número total de trabalhadores com carteira assinada no Brasil alcançou 47.810.425 ao final de abril. Este patamar representa um aumento marginal de 0,18% em relação ao estoque de empregos formais de março. Quando comparado ao mesmo mês do ano anterior, observa-se uma expansão mais robusta de 2,26%, indicando que, apesar das flutuações mensais, o estoque geral de empregos formais mantém uma trajetória de crescimento a longo prazo.

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