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sáb, 06 jun 2026
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Coluna Aberta: A Humanização do Papel Materno  

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MÃE, uma palavra e tantos significados. Entre todos, o que parece universal, é entendermos que a MÃE deve ser alguém que cuida, sente, protege, alimenta e acolhe o filho. Mas, também, de uma maneira mais idealizada essa palavra ou esse “nome” que muitas vezes substitui o próprio nome daquela mulher, vem acompanhado de exigências como: ser sempre amável, paciente, assertiva, sensitiva, multitarefas com qualidade, sempre ter uma boa resposta ou estar disponível às necessidades dos seus.

Entretanto, o que realmente quero chamar a atenção, é o quanto exigências sociais como as citadas, contribuem para uma perda de identidade onde elas não reconhecem a si mesmas, deixando de ser quem são e ainda sendo alimentadas de maneira romantizada com a visão de que ser mãe é deixar de ser, para ser para ao outro. Não é por esse caminho que temos que seguir se queremos manter a saúde mental materna e um vínculo saudável dessa mãe consigo mesma e seus filhos.

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Precisamos compreender que o outro não está no mundo para atender nossas idealizações e não são responsáveis por nossas frustrações, afinal quem alimenta a nossa expectativa somos nós mesmos, certo? Então por que depositamos em nossas mães essa carga?

Vamos dar espaço para as “mães” serem quem elas podem e querem ser. Elas vão acertar, elas vão errar, elas vão perder a paciência, elas gritam, elas choram, as vezes são mais distantes, outras vezes mais grudadas, carinhosas e outras vezes rígidas e secas. Mas antes de se perguntar o que ela é para você, questione-se sobre quem você é para ela?

Tantas mudanças, abdicações, moldes, dores, amores, encontros e reencontros consigo mesma, do que essa mulher é feita?

Antes de observar as expectativas que são alimentadas socialmente e se tornam idealizações de como esse papel materno deve se portar, observe quem ela é, qual o cenário dela, quais as necessidades dela? Antes de nós como sociedade cobrarmos um papel romantizado dessa mulher, vamos dar espaço a nossa curiosidade e interesse sobre elas. O que acham?

O presente está carente de amor. Seja a diferença!

 Feliz mês das mães!

Daniele Barros é Mãe | Psicóloga Obstétrica | Coaching – Autoperformance Feminina | Graduada em Gestão de Pessoas | Pós graduada em Marketing pela Business School São Paulo | Psicologia Analítica Junguiana pela Sociedade Brasileira de Psicanálise Integrativa | Formação em Psicologia Perinatal e da Parentalidade pelo Instituto Mater Online | Em formação neuropsicológica pelo Hospital Albert Einstein | Sempre em busca constante aprimoramento em Saúde Mental.

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