O ato reuniu 80 pessoas por volta das 13h e ocupou parte da Estrada Guarulhos Nazaré, principal via da região
Comerciantes do São João fizeram na tarde desta quinta-feira (25) uma manifestação contra o fechamento do comércio. Cerca de 240 pessoas se articulam em grupo de Whatsapp para cobrar medidas mais efetivas de contenção da pandemia que descarte o fechamento total das lojas.
De acordo com os entrevistados pela reportagem do Guarulhos Online, impedir que os comerciantes atuem agrava a crise financeira de diversos setores não essenciais. Outras reclamações são as demissões, perda de faturamento e estoque parado.
Na opinião dos proprietários, a fiscalização tem que atuar de forma mais eficiente para garantir o cumprimento das medidas de assepsia, distanciamento e uso de máscara. Ao contrário disso, as autoridades deixaram de orientar clientes e funcionários e passaram a cobrar multa por descumprimento das regras do Plano São Paulo.
Todo estado está na fase emergencial até a próxima quarta-feira, 30 de março, neste período, somente serviços essenciais, como mercados, lotéricas e assistências técnicas podem funcionar. Já lojas de roupas, calçados, acessórios e perfumarias devem ficar fechados.
Dora Sampaio, dona de uma loja de roupas e calçados há 20 anos na região fechou uma das cinco lojas que tem e reclamou por ter que dispensar 19 dos 30 funcionários. As vendas online para ela, não suprem a mesma demanda de clientes frequentando o interior das lojas.
Sem isenção fiscal e com toda família inserida no comércio há mais de 30 anos, um dos manifestantes, que preferiu não se identificar revelou que continua arcando com as mesmas despesas e sem nenhum tipo de auxílio governamental.
Sem condições de pagar os custos operacionais, salários e a manutenção do comércio, os proprietários temem as multas. O comerciante Luiz, apontou que cada comércio é responsável pelo sustento de 3 a 5 famílias, que entende a real gravidade da pandemia, mas não é o comércio o responsável pelo alto nível de contaminações da Covid-19.
O protesto contou com pelo manos 4 viaturas da polícia militar e com a participação dos motoristas que buzinavam ao passar pelo ponto de concentração ao lado da tradicional feira livre do bairro. No entorno, diversas lojas de diversos setores estavam com portas fechadas.

*Atualizado às 15h10 de 26/03


