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dom, 19 jul 2026
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Comércio Cresce 0,5% em Março e Atinge Recorde Impulsionado por Queda do Dólar

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O comércio brasileiro registrou um crescimento de 0,5% na transição de fevereiro para março, impulsionado principalmente pela queda do dólar que favoreceu a venda de produtos importados. Conforme dados da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada nesta quarta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), este desempenho marca a terceira alta consecutiva do setor, levando-o a alcançar seu maior patamar histórico.

Desempenho Recorde do Setor de Varejo

Este avanço mensal demonstra a resiliência do setor e sua capacidade de recuperação. Além disso, na comparação com março do ano anterior, o comércio varejista exibiu uma expansão de 4%, evidenciando um cenário de recuperação consistente. No acumulado dos últimos 12 meses, o crescimento se mantém positivo, com uma taxa de 1,8%.

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O analista da pesquisa, Cristiano Santos, destaca que, desde o último trimestre do ano anterior, o setor tem apresentado uma notável tendência de alta. Este comportamento positivo, portanto, não foi alterado pelo desempenho de queda pontual registrado em dezembro, sinalizando uma trajetória robusta de crescimento.

Impacto da Desvalorização do Dólar nas Vendas

A valorização do real frente ao dólar se consolidou como um fator crucial para a expansão do comércio, especialmente ao tornar produtos importados mais acessíveis aos consumidores. Em março, o valor médio da moeda americana situou-se em R$ 5,23, significativamente menor que os R$ 5,75 observados um ano antes. Desse modo, a diferença cambial se traduziu em melhores condições de compra e reposição de estoques.

Conforme Santos, as empresas aproveitaram a redução do dólar para reabastecer seus estoques com custos mais baixos. Posteriormente, em momentos estratégicos, realizaram promoções que atraíram os consumidores, impulsionando as vendas. Ele salienta que o mês de março foi particularmente importante para essas ofertas, especialmente em categorias como equipamentos de informática, que mantêm uma forte ligação com a variação cambial.

Setores em Destaque

Das oito categorias pesquisadas pelo IBGE, cinco registraram alta na comparação mês a mês. O grupo de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação liderou o crescimento com 5,7%, reforçando a conexão direta com a desvalorização do dólar. Combustíveis e lubrificantes também apresentaram avanço de 2,9%, mesmo com o aumento dos preços, indicando uma demanda consistente.

Além disso, ‘outros artigos de uso pessoal e doméstico’ cresceram 2,9%, enquanto livros, jornais, revistas e papelaria subiram 0,7%. Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria fecharam com um leve aumento de 0,1%. Por outro lado, o segmento de tecidos, vestuário e calçados ficou estável, e móveis e eletrodomésticos, junto com hiper e supermercados, registraram quedas.

Desafios para o Setor de Supermercados

Apesar do cenário geral positivo, a atividade de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo experimentou um recuo de 1,4% em março. Este segmento, que responde por mais da metade do setor de comércio, teve seu desempenho afetado pela inflação, que desestimulou o consumo no período. Contudo, o analista pondera que este resultado negativo não indica uma trajetória de regressão.

O especialista lembra que, em janeiro, esta mesma atividade havia crescido 0,3% e, em fevereiro, expandiu 1,4%, demonstrando flutuações. Assim sendo, a queda em março é vista mais como um ajuste momentâneo do que um sinal de enfraquecimento prolongado do setor, que continua sendo vital para a economia nacional.

Varejo Ampliado e Perspectivas Econômicas

No contexto do comércio varejista ampliado, que inclui atividades de atacado como veículos, motos, partes e peças, material de construção e produtos alimentícios, bebidas e fumo, o indicador também mostrou crescimento. O setor avançou 0,3% de fevereiro para março, contribuindo para uma expansão de 0,2% no acumulado dos últimos 12 meses. Essa performance, portanto, reflete uma melhora mais abrangente na movimentação econômica.

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