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sex, 05 jun 2026
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Como repensar a mobilidade urbana no dia mundial sem carro

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A data visa conscientizar sobre o impacto do alto volume de carros nas ruas

O mundo começa a viver o período de construção do novo normal e fomentar possibilidades de construir cidades mais humanas e sustentáveis. Nesta terça-feira (21) é comemorado o Dia Mundial Sem Carro, com a iniciativa de buscar novas alternativas para mobilidade urbana.

De acordo Alessandro Azzoni, advogado, economista e especialista em direito ambiental, a data visa dar ênfase aos impactos da poluição do transporte individual no meio ambiente e na qualidade de vida das grandes cidades. Essa reflexão vem ganhando cada vez mais espaço e já impacta políticas públicas de gestores de cidades.

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Nos últimos meses, por conta de todo o cenário de pandemia, vimos a qualidade do ar diminuir, pois o estado de São Paulo teve um registro histórico, com menos emissão de poluentes. O índice se deu por conta de meses de isolamento social, ou seja com menos carros nas ruas.

Um levantamento da Pesquisa Origem e Destino aponta que na região metropolitana de São Paulo, metade das viagens de carro são de até 5km, distância que em grande parte dos trajetos, pode ser feita pedalando. A afirmação foi apresentada pela Tembici, empresa responsável pelo serviço de bicicletas ofertadas por um banco na capital.

A Tembici registrou um aumento considerável de usuários e viagens, após início da reabertura gradual da economia em diversas cidades. Em São Paulo, a quarentena favoreceu o uso de bicicleta como meio de transporte. 

Apesar da pandemia ter proporcionado uma diminuição na emissão de CO2, devido à quantidade de pessoas em quarentena, só esse ano a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) mostrou que em abril a quantidade de CO2 na atmosfera era a mais alta desde 1958, quando as medições tiveram início.

Além dos impactos ambientais, a escolha diária pelo uso do automóvel gera enorme influência econômica. A ONU alerta há anos que a poluição atmosférica tem um custo global de US$ 5,3 trilhões, o equivalente a 7,2% do PIB mundial. Este é o valor gasto com a perda de produtividade devido às doenças relacionadas à poluição e também aos gastos no setor de saúde e meio ambiente. 

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