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qui, 23 jul 2026
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Dólar atinge menor valor em um mês, enquanto bolsa mantém estabilidade

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Em 21 de maio de 2024, o dólar comercial registrou uma queda significativa, fechando a R$ 5,073, o menor patamar desde 15 de junho de 2024. Este movimento foi impulsionado principalmente pela atratividade dos juros elevados no Brasil e pela valorização internacional do petróleo, fatores que favoreceram a moeda brasileira no cenário global. Enquanto isso, o Ibovespa encerrou o dia em estabilidade.

A moeda americana recuou 0,31% contra o real, mesmo com sua valorização frente a outras divisas mundiais no mercado internacional. Este desempenho destacou o real como a segunda melhor moeda entre os países emergentes na sessão, ficando atrás apenas do peso colombiano. No acumulado de 2024, o dólar registra uma depreciação de 7,57% frente à moeda nacional, refletindo as dinâmicas econômicas e geopolíticas.

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A sustentação para a queda do dólar provém da alta do petróleo, que melhora os termos de troca para o Brasil, um exportador líquido da commodity. Além disso, as elevadas taxas de juros domésticas continuam a atrair investimentos de carry trade, onde capitais financeiros de economias mais desenvolvidas são transferidos para o Brasil, buscando aproveitar a diferença nas taxas de retorno. Contudo, incertezas geopolíticas, como a guerra entre Estados Unidos e Irã e novas tarifas americanas sobre produtos canadenses, mostraram volatilidade limitada no mercado de câmbio durante o pregão.

Ibovespa: Leve queda em dia de baixa liquidez

Enquanto o dólar apresentava forte recuo, o mercado de ações brasileiro teve um dia de poucas oscilações. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou com uma leve queda de 0,03%, atingindo 173.325,65 pontos. O pregão foi caracterizado por oscilações entre perdas e ganhos, sem uma direção definida ao longo da sessão.

A liquidez do mercado permaneceu reduzida, com um giro financeiro total de R$ 17,9 bilhões, valor consideravelmente abaixo da média diária observada ao longo de 2024. As ações da Petrobras, que figuram entre as mais negociadas no mercado brasileiro, acompanharam a valorização do petróleo no cenário internacional, contribuindo para limitar as perdas do índice. Os papéis ordinários da estatal registraram alta de 1,43%, enquanto os preferenciais subiram 1,24%. Por outro lado, o desempenho da Bolsa brasileira divergiu das bolsas internacionais, com os principais índices acionários em Nova York encerrando o dia em alta, impulsionados pelo setor de tecnologia.

Preços do petróleo sobem com tensões no Oriente Médio

A valorização do petróleo, crucial para a economia brasileira, foi um dos fatores determinantes do dia. Os contratos internacionais de petróleo registraram forte alta, impulsionados pela persistência de riscos à oferta global, decorrentes dos conflitos no Oriente Médio. O barril de Brent, referência global e para a Petrobras, avançou 2%, alcançando US$ 91,01. Da mesma forma, o barril de WTI, negociado no Texas, valorizou-se 2,25%, fechando a US$ 84,34.

As ameaças do grupo rebelde Houthi à navegação no Estreito de Bab-el-Mandeb, uma rota estratégica na saída do Mar Vermelho, continuaram a pressionar os preços. Além disso, o Estreito de Ormuz, na saída do Golfo Pérsico, permanece bloqueado, e o mercado internacional monitora novas ofensivas militares entre Estados Unidos e Irã. Tais eventos elevam o prêmio de risco do produto, gerando preocupações sobre possíveis interrupções no fluxo global de petróleo.

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