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seg, 27 jul 2026
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Europa combate incêndios florestais em larga escala no verão

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Incêndios florestais de grande escala avançaram perigosamente em direção aos arredores de Bordeaux, na França, exigindo a evacuação de milhares de pessoas na região vinícola do país. Em meados de julho de 2023, Espanha e Itália também combatem focos intensos, com centenas de milhares de moradores deslocados, em um cenário de crise impulsionado por secas e ondas de calor extremas na Europa.

França enfrenta ameaça direta em Bordeaux

O ministro do Interior francês, Laurent Nunez, afirmou no domingo, 23 de julho, que o fogo não estava sob controle e se movia em direção à área urbana de Bordeaux. Ele descreveu a situação como “muito desfavorável” e “sem precedentes”, refletindo a gravidade dos desafios enfrentados pelos bombeiros na região de Gironde, conhecida por seus vinhedos e vasta área florestal.

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Adicionalmente, o prefeito de Bordeaux, Thomas Cazenave, indicou que as chamas se encontravam a aproximadamente 15 quilômetros dos pontos de acesso à cidade, que possui uma região metropolitana com cerca de 850 mil habitantes. As autoridades, contudo, não planejavam evacuar a capital regional de imediato, optando por avaliar a situação com calma e realismo para evitar pânico desnecessário entre a população.

Enquanto isso, a polícia realizou ações de porta em porta durante a madrugada nos municípios de Marcheprime e Cestas. Moradores dessas localidades precisaram deixar suas casas, conforme imagens divulgadas pelas autoridades francesas, que mostram policiais atuando no escuro para garantir a segurança e a retirada eficiente da população afetada pelas chamas.

Crise de incêndios se alastra pela Espanha

A situação crítica não se limita à França; a Espanha também enfrenta uma das piores temporadas de incêndios florestais de sua história recente, com diversos focos ativos em várias províncias. O primeiro-ministro Pedro Sánchez visitou as áreas afetadas em Ávila, uma das três províncias do centro do país impactadas pelas grandes chamas, juntamente com Madri e Toledo, onde a destruição é notável.

As chamas em Ávila já devastaram mais de 50 mil hectares de áreas rurais, um número que representa o maior incêndio florestal da história recente da Espanha, conforme informações da ministra do Meio Ambiente, Sara Aagesen. Em outra frente, um incêndio separado na província de Castellón, no leste da Espanha, destruiu mais de 4,3 mil hectares de vegetação, adicionando-se ao panorama de devastação ambiental.

O governador regional de Valência, Juanfran Pérez, alertou que o fogo em Castellón estava fora de controle e se mostrava tecnicamente muito difícil de extinguir. Isso se deve, principalmente, às condições climáticas adversas persistentes na região. O incêndio atingiu, por exemplo, o parque natural da Sierra de Espadan, reconhecido por suas densas florestas de pinheiros e sobreiros, causando danos irreparáveis à biodiversidade local.

Clima extremo agrava situação em todo o continente

Os incêndios generalizados na Europa ocorrem em um contexto de seca prolongada e sucessivas ondas de calor. Cientistas têm enfatizado que esses fenômenos se intensificam devido às mudanças climáticas globais, resultando em condições mais propícias para a ignição e propagação rápida das chamas. Em julho de 2023, as temperaturas máximas em Bordeaux e Ávila atingiram uma média de 32 graus Celsius, quase 6°C acima da média normal para o mês, conforme dados do Reuters Climate Monitor.

Desde janeiro de 2023, mais de 150 mil hectares foram queimados em toda a Espanha, um número seis vezes superior à área destruída durante o mesmo período do ano anterior, indicando uma tendência preocupante. Pedro Sánchez, primeiro-ministro espanhol, reconheceu que os incêndios florestais sempre foram uma característica dos verões na Espanha. Todavia, ele destacou que a escala e a intensidade crescentes exigem a implementação de políticas baseadas em ciência climática, dadas as condições meteorológicas cada vez mais extremas.

Outras regiões europeias impactadas pelas chamas

Além de França e Espanha, outras nações europeias também enfrentam desafios significativos com incêndios florestais. Nas terras altas da Escócia, cerca de 500 bombeiros combatiam um grande incêndio no Parque Nacional de Cairngorms desde 15 de julho. Na noite de sexta-feira, 21 de julho, moradores da vila de Nethy Bridge foram retirados por precaução, mas puderam retornar às suas casas no final do sábado, 22 de julho, após uma mudança nas condições climáticas.

Na Itália, vários incêndios florestais causaram transtornos substanciais no trânsito, forçando o fechamento temporário de trechos do anel viário de Roma e de uma rodovia de acesso à capital. Ademais, na região de Puglia, sul da Itália, turistas tiveram de deixar resorts à beira-mar devido a um grande incêndio na área de Gargano, com alguns resgates realizados por via marítima pela guarda costeira. Outrossim, o tráfego ferroviário foi suspenso temporariamente em Acireale, na Sicília, e na linha do leste do Adriático, ao sul de Termoli, enquanto o Papa Francisco, de sua residência de verão, ofereceu apoio espiritual às vítimas.

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