A Seleção Brasileira de natação paralímpica encerrou sua participação na etapa de Berlim, Alemanha, do World Series no último sábado (9), com um desempenho notável e a conquista de um total de 19 medalhas. Em destaque, o mineiro Gabriel Araújo, popularmente conhecido como Gabrielzinho, faturou dois ouros no dia final da competição, consolidando a força do Brasil no cenário internacional do esporte adaptado e reafirmando seu protagonismo.
Gabrielzinho natação paralímpica: Brilho Individual em Berlim
Nos 50m livre, o atleta da classe S2, que compete com comprometimento físico-motor, registrou um tempo de 52s92, acumulando 1042 pontos. Ele superou o tcheco David Kratochvil, da classe S11 (deficiência visual), que garantiu a prata. Ademais, o espanhol Dambelleh Jarra conquistou a medalha de bronze nesta prova, demonstrando a diversidade das classes participantes no evento.
Ainda mais impressionante, o segundo ouro de Gabrielzinho foi assegurado nos 150m medley, onde o nadador mineiro alcançou o tempo de 3min26s70 e obteve 1017 pontos. Consequentemente, o atleta israelense Ami Omer, da classe SM4, levou a prata, enquanto o alemão Josia Tim Alexander ficou com o bronze, evidenciando a competitividade da disputa. Cabe ressaltar que Gabrielzinho já havia conquistado outras duas medalhas na competição: um ouro nos 100m livre e uma prata nos 50m borboleta, reforçando sua performance excepcional.
Desempenho Coletivo e Outros Medalhistas Brasileiros
A equipe brasileira garantiu outras importantes conquistas individuais, adicionando brilho ao quadro de medalhas. O catarinense Talisson Glock, campeão paralímpico da classe S6, obteve uma prata nos 400m livre, com tempo de 5min01s92 e 970 pontos. Por outro lado, o mineiro Arthur Xavier, da classe S14 (deficiência intelectual), alcançou sua terceira medalha no evento, uma prata nos 100m costas, marcando 58s78 e 1018 pontos.
Adicionalmente, a carioca Lídia Cruz, atleta da classe SM4, contribuiu significativamente com um bronze nos 150m medley, registrando 3min01s73 e 843 pontos. Enquanto isso, a italiana Angela (SM2) levou o ouro, e a norte-americana Leanne Smith (SM3) conquistou a prata. Tais performances sublinham a profundidade e o talento da natação paralímpica brasileira em diversas categorias e modalidades.
O Formato Multiclasses: Equidade na Competição
É fundamental compreender que as provas do World Series operam sob o inovador formato multiclasses, onde atletas com diferentes classificações de deficiência competem em uma mesma série. Dessa forma, as classificações para as finais e a posterior distribuição das medalhas não dependem unicamente do tempo de prova, mas são criteriosamente determinadas por meio do Índice Técnico da Competição (ITC), um sistema que padroniza os resultados e garante uma disputa justa entre participantes com distintos níveis de comprometimento funcional.
Balanço Geral e Próximos Desafios da Delegação
Em suma, o Brasil encerrou a desafiadora etapa de Berlim com um impressionante total de 19 medalhas, sendo seis de ouro, nove de prata e três de bronze nas categorias adultas. Além disso, a delegação juvenil também brilhou, conquistando um ouro nas disputas específicas. Este resultado expressivo reflete o esforço contínuo e a dedicação dos atletas, bem como da comissão técnica, ao longo de toda a competição internacional.
Contudo, a jornada da Seleção Brasileira não termina com o encerramento do World Series em Berlim. A delegação permanecerá na capital alemã nos próximos dias, onde participará do IDM (Campeonato Alemão Internacional de natação). Este novo e exigente desafio ocorrerá de domingo, dia 10, a terça-feira, dia 12, oferecendo outra valiosa oportunidade para os atletas demonstrarem sua excelência e buscarem novas conquistas para o país.


