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qui, 04 jun 2026
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Maternidade: Qual tipo de parto você deseja ter?

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Falar sobre os tipos de parto com as mães é muito importante para que se saiba, exatamente, todas as possibilidades e cenários. E ainda, o quanto poderá impactar sobre a vida de ambos, as perguntas, qual parto deseja? quais memórias e benefícios busca e qual melhor se adequa sobre seu estado de saúde gestacional?

São tópicos necessários a serem abordados e por isso, citarei alguns tipos de parto, a considerar que cada um deles, apresentam riscos, vantagens e desvantagens, tanto orgânicas quanto psicoemocionais para mãe e para o bebê.

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Parto Normal

Se dá pelo parto natural, fisiológico, espontâneo, saindo pela vagina da mulher sem apoio de instrumentos cirúrgicos, respeitando a melhor posição e escolhas daquela mulher.

Parto Vaginal

Também conhecido como parto cirúrgico, onde a mulher tem seu filho em posição ginecológica. Comum ser realizado a episiotomia para aumentar a passagem da saída do bebê, em alguns casos o uso do fórceps / extrator, além da aplicação de oxitocina intravenosa, acelerando as contrações para expulsão do bebê e gerando um grau maior de dor na mãe.

Procedimento Cesária

Indicado em casos que existe um risco de morte para a mãe ou para o bebê. Realizado um corte de sete camadas na parte baixa da barriga da mulher para retirada do bebê.

Todos os partos podem e devem ser humanizados, existe um mito onde para ter um parto humanizado você precisa ter condições financeiras, e não é bem assim, na realidade você precisa ser bem informada sobre seus direitos como parturiente.

Independente do local, sendo em casa, casas de parto ou até mesmo no hospital, com apoio de equipes de saúde como médicos obstetras ou não, para que o parto seja considerado humanizado, alguns pontos que devem ser considerados.

Parto humanizado

– Essa mãe precisa ser ouvida e legitimada sobre seus medos e dúvidas

– Não conter interversões desnecessárias e sem pré-aviso a parturiente e acompanhante (ex: introdução de oxitocina, instrumentalização, episiotomia entre outros)

– Baixa luz no ambiente do parto e se for da vontade da parturiente parir na água, que a temperatura esteja morna, se assemelhando a temperatura do útero.

– Caso seja uma cesária, aguardar o trabalho de parto iniciar, e que seja colocado na vagina da parturiente gazes para que seja inundada das bactérias que colonizarão a vagina nesse momento, em seguida ao nascimento passar as gazes no bebê, colaborando com sua flora intestinal.

– Amamentação na primeira hora e alojamento conjunto desde o nascimento

Termos atenção sobre o parto é devolver a essa mulher o papel de protagonista desse momento, é essencial para um bem nascer, contribuindo com a saúde mental materna e construção de um vínculo mais saudável mãe/bebê.


Daniele Barros é Mãe | Psicóloga Clínica | Graduada em Gestão de Pessoas | Pós graduada em Marketing pela Business School São Paulo | Psicologia Analítica Junguiana pela Sociedade Brasileira de Psicanálise Integrativa | Formação em Psicologia Perinatal e da Parentalidade pelo Instituto Mater Online | Sempre em busca de constante aprimoramento em Saúde Mental

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