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qua, 22 jul 2026
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Dia do amigo: veja os benefícios das amizades para a saúde

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A relevância das conexões sociais para um envelhecimento saudável ganha destaque a cada 20 de julho, Dia do Amigo. Em São Paulo, o psiquiatra Michel Haddad, do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), enfatiza que amizades sólidas funcionam como um pilar essencial contra o isolamento e o declínio cognitivo em idosos. Desse modo, a manutenção desses vínculos se mostra vital para promover bem-estar e qualidade de vida na terceira idade.

O isolamento social representa um desafio significativo para a população idosa. Fatores como perdas afetivas, limitações físicas, transtornos mentais e a falta de acessibilidade podem marginalizar indivíduos, comprometendo sua saúde geral. Por isso, cultivar amizades ao longo da vida, e especialmente na terceira idade, oferece uma das mais eficazes e prazerosas abordagens para enfrentar essas dificuldades. Ademais, essa rede de apoio contribui diretamente para a disposição e o sentido de propósito.

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Benefícios cognitivos e emocionais

Michel Haddad, psiquiatra do Iamspe, que atende servidores públicos de todo o estado de São Paulo, explica que manter uma rede ativa de amizades durante o envelhecimento estimula a cognição. Consequentemente, a saúde emocional se fortalece, e o risco de declínio das funções mentais diminui consideravelmente. Além disso, a troca de experiências e o convívio social engajam o cérebro, preservando a agilidade mental.

Proteção contra transtornos

As amizades sólidas atuam como fatores protetores robustos contra a depressão e a ansiedade, transtornos que frequentemente afetam a população idosa. Assim, esses vínculos reduzem o sentimento de solidão, um dos principais gatilhos para problemas de saúde mental. Portanto, o apoio mútuo encontrado em amigos também está associado à preservação da memória e da função cognitiva, segundo o especialista.

Autonomia e participação social

Contudo, a amizade vai além dos benefícios mentais diretos, favorecendo igualmente a autonomia das pessoas idosas. Sentir-se parte de um grupo encoraja o indivíduo a explorar novas habilidades e a aprender coisas. Nesse sentido, o uso da tecnologia para se comunicar e a participação contínua na vida em comunidade são impulsionados, mantendo os idosos conectados e ativos.

O convívio com amigos desempenha um papel fundamental na saúde emocional, pois favorece a expressão e o manejo das emoções. Ao passo que compartilham preocupações, conquistas e experiências do cotidiano, as pessoas desenvolvem maior capacidade de compreender e organizar seus sentimentos. Com isso, encontram apoio essencial para lidar com as diversas situações da vida, desde desafios simples até momentos mais complexos.

Em vista disso, o psiquiatra Michel Haddad conclui que a amizade não deve ser vista como um mero detalhe da vida. Pelo contrário, ela merece ser tratada como parte integrante do cuidado com a saúde, dado seu impacto abrangente no bem-estar físico e mental em todas as fases da vida, especialmente no envelhecimento.

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