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qua, 03 jun 2026
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Megaferiado não eleva isolamento social, lockdown é cotado, mas Doria prefere ‘quarentena inteligente’, entenda

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Após 6 dias de feriado em algumas cidades da região metropolitana de São Paulo, incluindo a capital paulista, o isolamento social não teve a alta esperada. Mas as taxas de ocupação de leitos, sobretudo em UTIs estão quase 90% comprometidas.

Apesar do governador João Doria (PSDB) ter dito em entrevista à Globo News ontem (25) que não pretende decretar lockdown, afirmou que a nova estratégia será “quarentena inteligente”. O novo modelo visa analisar caso a caso cada região e deve vigorar a partir de 1 de junho.

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A medida prevê que o endurecimento ou relaxamento do isolamento social, reabertura gradual, ou permanência do comércio fechado de acordo com as particularidades de cada área regional do estado. Mas, o governo ainda não entendeu que a elevação das taxas de isolamento tem mais a ver com clima do que com feriados.

Nota-se que em dias frios as taxas permeiam números próximos aos 50%. Mesmo assim, o mínimo considerado ideal é de 55%. Guarulhos nunca esteve entre os 20 municípios acima de 65% de taxa de isolamento. Porém teve melhor desempenho nos números em dias mais gelados. Como o último sábado (23), depois de sucessivas baixas, o índice chegou a 53%.

Consulta pode ser feita aqui:

Uma das preocupações do governo do estado é a paralisação total da atividade econômica, já que o ‘Plano São Paulo’ é o argumento seguro da Secretaria de Desenvolvimento Social. Segundo Doria e seus aliados, a economia paulista não parou e 74% de toda produção em setores estratégicos continua atuando durante a pandemia.

Questionado sobre decretar ou não medidas mais drásticas para contenção do vírus, o governo admite que isso exigiria maior fiscalização e que não tem efetivo suficiente. Além deste fato, é nas periferias onde há grande incidência da Covid e que o poder público é mais deficiente.

Novas Regras

De acordo com informações preliminares obtidas e divulgadas pelo G1, o governo de São Paulo quer criar ‘metas’ para que as cidades cumpram e só então passem a cogitar reaberturas. Entre as regras estão:

  • As cidades que tiverem taxa de isolamento acima de 55%;
  • As cidades que tiverem redução no número de novos casos por 14 dias seguidos;
  • As cidades que mantiverem ocupação nos leitos de UTI inferior a 60%.

As regiões que cumprirem as determinações do governo do estado poderão reabrir na primeira fase: estabelecimentos comerciais e de serviços incluindo espaços que ficam dentro de shoppings. Na sequência está prevista abertura de:

  • Cinemas e teatros;
  • Igrejas;
  • Parques, academias;
  • Clubes sociais e esportivos;
  • Creches, escolas e universidades.

Vale ressaltar ainda, que a proposta de flexibilização está sujeita a recuo diante do avanço dos números a serem considerados. Mesmo assim, até 20 de julho, alguns setores devem permanecer fechados, independente dos índices de cada região:

  • Feiras;
  • Clubes;
  • Cinemas;
  • Igrejas;
  • Teatros;
  • Academias;
  • Museus;
  • Bibliotecas;
  • Atividades culturais, de lazer, esportivas coletivas;
  • Shows, boates;
  • Festas públicas e particulares;
  • Exposições;
  • Jogos;
  • Leilões;
  • Reuniões sociais;
  • Utilização de praças e outros locais públicos para a prática de esportes e atividades que provoquem aglomerações.

*Atualizado às 13h de 26/05

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