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sex, 17 jul 2026
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Mercado brasileiro reage a tensões globais e alta do dólar

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Os mercados financeiros brasileiros registraram instabilidade na última sexta-feira, 17 de maio de 2024, com o dólar encerrando o dia em leve alta e o principal índice da bolsa de valores apresentando ligeira queda. O cenário internacional, fortemente influenciado pela escalada do conflito no Oriente Médio e por um pessimismo crescente com o setor de inteligência artificial, pautou as negociações globais, impactando diretamente os investimentos no Brasil.

Enquanto isso, os preços do petróleo tiveram uma elevação significativa, respondendo às preocupações com a oferta global. A instabilidade reflete uma aversão generalizada ao risco, que move investidores para ativos considerados mais seguros, como a moeda americana. Portanto, a dinâmica global se traduziu em um dia de cautela para a economia nacional.

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Dólar se fortalece frente ao real

A moeda norte-americana fechou em R$ 5,111, com alta de 0,24% em relação ao real na sexta-feira, 17 de maio de 2024, acompanhando o fortalecimento do dólar frente a outras divisas de economias emergentes. A intensificação dos confrontos entre Estados Unidos e Irã elevou a procura por segurança nos mercados, favorecendo a cotação do dólar. Contudo, a divisa chegou a atingir a máxima de R$ 5,133 durante a manhã, mas perdeu força no decorrer da tarde.

Apesar do cenário externo desafiador, o real demonstrou uma performance relativamente melhor que a de outras moedas emergentes, o que é um ponto a se observar. O avanço nas cotações do petróleo, commodity que o Brasil exporta em grande volume, beneficiou as perspectivas para os termos de troca do país. Além disso, essa valorização ajudou a mitigar parte da pressão cambial, mesmo com discussões sobre novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros permanecendo em segundo plano para os investidores naquele momento.

Ibovespa interrompe sequência de ganhos semanais

O Ibovespa, principal indicador da B3, encerrou a sessão de 17 de maio de 2024 com uma leve queda de 0,06%, alcançando 173.714,08 pontos. Dessa forma, o índice confirmou sua primeira perda semanal em um mês, refletindo a cautela predominante. O índice operou em alta em parte do pregão, mas a valorização dos juros futuros e a performance negativa de ações ligadas ao consumo reverteram a tendência, puxando o índice para baixo.

Apesar da queda geral, o desempenho positivo da Petrobras, impulsionado pela valorização do petróleo, contribuiu para limitar perdas mais expressivas do índice. Por outro lado, ações do setor bancário registraram recuo em bloco, enquanto empresas de varejo, construção civil e educação figuraram entre as maiores baixas do dia. Os investidores também monitoraram a desaceleração da atividade econômica brasileira, conforme medido pelo IBC-Br de maio, somada aos efeitos das tarifas americanas.

Petróleo dispara com tensões no Oriente Médio

Os contratos internacionais de petróleo registraram uma forte elevação, com o barril do tipo Brent, referência para a Petrobras, avançando 4,59% para US$ 88,10. Consequentemente, o barril WTI, do Texas, subiu 4,48%, alcançando US$ 82,49. Esta alta ocorreu após a intensificação dos ataques entre Estados Unidos e Irã, que reacendeu as preocupações com possíveis interrupções no transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, uma rota vital para a exportação global de petróleo.

As duas referências do petróleo acumularam valorização próxima de 16% na semana que culminou em 17 de maio de 2024. Isso reflete o receio de que a escalada do conflito provoque novos choques de oferta no mercado global. Assim, a pressão sobre os preços da energia pode permanecer elevada, com potenciais impactos significativos sobre a inflação global e as expectativas para a política monetária das principais economias, incluindo o Brasil.

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