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ter, 07 jul 2026
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OMS alerta para semanas mais críticas na Europa com nova onda de calor

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta grave em julho de 2022, indicando que a Europa pode enfrentar semanas “mais mortais” devido à formação de uma nova e intensa onda de calor sobre o Atlântico. A entidade expressou profunda preocupação com as consequências sanitárias e sociais das temperaturas extremas que se aproximam da região.

As previsões meteorológicas apontam para que termômetros em Portugal e no sul da Espanha atinjam 43 graus Celsius nos próximos dias, intensificando a pressão sobre a infraestrutura e a saúde pública. Enquanto isso, a experiência de um evento climático similar recente serve de precedente para a gravidade da situação, exigindo medidas preventivas.

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Impactos da onda de calor de junho

Durante junho de 2022, uma onda de calor sem precedentes assolou o continente europeu, registrando-se como a mais severa já documentada na região. Este fenômeno causou interrupções significativas na geração de energia, provocou danos à infraestrutura vital e sobrecarregou os sistemas de saúde em diversas nações.

Contudo, o impacto mais alarmante foi no número de vidas perdidas. A Espanha, por exemplo, atribuiu mais de mil óbitos registrados em junho ao excesso de calor extremo. Além disso, França, Holanda e Bélgica contabilizaram 3.700 mortes adicionais, embora as autoridades alertem que esses números são preliminares e podem aumentar com a consolidação dos dados.

Preparação e resposta da saúde pública

Em 6 de julho de 2022, o diretor regional da OMS para a Europa, Hans Kluge, liderou uma teleconferência de emergência de grande importância. Representantes de 41 países europeus, da Comissão Europeia e de grupos da sociedade civil participaram do encontro para discutir as lições extraídas da recente onda de calor e as preparações necessárias para os eventos futuros.

Kluge declarou que países com planos de ação específicos para a saúde em condições de calor demonstraram maior agilidade na resposta e maior eficácia na proteção de suas populações durante o aumento das temperaturas em junho. Por outro lado, ele ressaltou que menos da metade dos Estados-membros europeus da OMS dispunha de um plano desse tipo em vigor, evidenciando uma lacuna na preparação.

A preocupação da OMS se estende, portanto, aos grupos mais vulneráveis da sociedade. Kluge observou que moradores de lares de idosos, pessoas em situação de rua e idosos socialmente isolados ainda não recebiam atendimento consistente e adequado em toda a Europa, um ponto crítico para a mitigação de danos e a prevenção de mortes.

Desafios climáticos e a urgência de ação

Cientistas afirmam que o calor extremo vivenciado foi, quase certamente, um resultado direto das mudanças climáticas globais, intensificando a frequência e a severidade desses eventos meteorológicos. A Europa, assim, enfrenta um desafio contínuo de adaptação e mitigação diante de um cenário climático em transformação.

Para Kluge, a ação é imediata e dupla: “O trabalho agora é em duas frentes: corrigir o que falhou nas últimas semanas antes que a próxima onda de calor chegue e construir o tipo de sistema de saúde que não apenas responda ao calor extremo, mas esteja preparado para ele”. Esta declaração sublinha a urgência de medidas estruturais e de curto prazo para proteger a população europeia.

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