A Prefeitura de Guarulhos irá construir 12 unidades habitacionais em formato de edifício multifamiliar. A proposta aprovada pelo Conselho Municipal de Habitação e pelo Conselho Gestor do Fundo Municipal de Habitação, em maio, prevê a otimização do uso do terreno e o atendimento de um número maior de famílias sem aumento significativo no custo da obra.

A construção de edifícios habitacionais pela administração municipal já foi uma prática comum nos anos 2000, mas há muito tempo não era retomada. Dessa forma, este projeto representa um marco importante para a política habitacional da cidade.
“Podemos afirmar com segurança que há pelo menos oito anos não se realizava nenhuma obra de construção direta por parte do município. Este novo projeto representa um marco no retorno dessa importante política pública habitacional”, afirmou o secretário de Habitação, Pastor Anistaldo.
A Casa é Minha beneficiará mais famílias
As unidades do projeto farão parte do programa municipal A Casa é Minha. A ideia é viabilizar no futuro a utilização de outros terrenos do município para beneficiar mais famílias, que farão parte da seleção pelo Departamento de Ação Comunitária (DAC), priorizando aquelas que estão no topo da lista de demanda por moradia em Guarulhos.
O programa A Casa é Minha representa uma mudança significativa na abordagem habitacional do município. Em vez de construir casas individuais, o novo modelo de habitação multifamiliar permite aproveitar melhor os terrenos disponíveis. Consequentemente, mais famílias podem vão ter atendimento público com o mesmo investimento público.
Este formato de construção também traz vantagens econômicas importantes. Por exemplo, a infraestrutura básica como água, esgoto e energia elétrica pode ser compartilhada entre as unidades, reduzindo custos operacionais. Além disso, a manutenção predial pode ser feita de forma coletiva, diminuindo gastos individuais das famílias.
O Departamento de Ação Comunitária será responsável pela seleção das famílias beneficiárias, seguindo critérios transparentes e sociais. Portanto, as famílias em situação de maior vulnerabilidade terão prioridade no processo. Igualmente importante é que o programa considera a capacidade de pagamento das famílias, garantindo que o A Casa é Minha seja realmente acessível.
A retomada da construção direta pelo município representa um investimento robusto em políticas sociais. Finalmente, Guarulhos volta a assumir protagonismo na solução do déficit habitacional, que afeta milhares de famílias na cidade.


