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qua, 22 jul 2026
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Rodoanel: como dirigir com segurança em dias de neblina

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Motoristas que trafegam pelo Rodoanel Mário Covas, rodovia vital para a Grande São Paulo e cidades como Guarulhos, enfrentam riscos acentuados durante períodos de neblina, especialmente em meses mais frios. A visibilidade comprometida nessas condições exige atenção redobrada e a adoção de práticas seguras para prevenir acidentes. O fenômeno climático é comum devido à localização da rodovia, que cruza represas, vales e regiões de serra, áreas propícias ao acúmulo de umidade.

A neblina nas estradas afeta diretamente a percepção de distância dos condutores, dificulta a leitura da sinalização e reduz o tempo de reação em situações inesperadas. Diante disso, as concessionárias responsáveis pela administração do Rodoanel reforçam que a prudência ao volante constitui a principal ferramenta para evitar incidentes nessas épocas de baixa visibilidade. A conscientização sobre os perigos é fundamental para a segurança de todos os usuários.

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Ações de monitoramento e a responsabilidade do condutor

Ao longo da via, os Painéis de Mensagens Variáveis (PMVs) exibem alertas em tempo real aos motoristas, oferecendo informações cruciais sobre as condições da pista. Além disso, equipes operacionais e a Polícia Militar Rodoviária realizam um monitoramento constante, agindo preventivamente. Contudo, a atitude do motorista permanece o fator mais determinante para garantir a segurança no trânsito em cenários de dificuldade.

Apesar dos esforços de monitoramento e sinalização, hábitos rotineiros podem se tornar perigosos em condições de neblina. Práticas equivocadas aumentam significativamente o risco de colisões graves na rodovia. É essencial que os condutores estejam cientes do que deve ser evitado.

Principais erros ao dirigir na neblina

Acionar o farol alto é um erro comum, pois a luz forte reflete nas gotículas de água suspensas no ar, criando uma “parede branca” que piora ainda mais a visibilidade. Portanto, a recomendação é utilizar o farol baixo ou os faróis de neblina, projetados para iluminar o solo.

Outro equívoco perigoso é ligar o pisca-alerta com o veículo em movimento. Essa prática confunde quem vem atrás, transmitindo a falsa impressão de que o carro está parado na pista, o que eleva consideravelmente o risco de colisões traseiras. O pisca-alerta deve ser usado apenas quando o veículo estiver imobilizado.

Parar na pista ou no acostamento também representa um grande risco quando a visibilidade é muito baixa. O acostamento destina-se exclusivamente a emergências mecânicas e médicas, tornando-se um ponto de perigo em momentos de neblina intensa. Aconselha-se que o motorista procure um local seguro fora da rodovia, como postos de serviços, bases de apoio operacional das concessionárias ou postos da Polícia Militar Rodoviária.

Orientações para uma viagem mais segura

Para mitigar os riscos, os condutores devem reduzir a velocidade de forma gradual, mantendo uma distância de segurança ampliada em relação ao veículo à frente. Adicionalmente, é crucial manter os faróis baixos acesos e, se disponível, ligar os faróis de neblina, garantindo melhor iluminação da via.

Enquanto isso, é fundamental evitar ultrapassagens desnecessárias e trocas bruscas de faixa, que podem surpreender outros motoristas em condições de visibilidade limitada. Ficar atento aos painéis eletrônicos e às orientações dispostas ao longo do trajeto fornece informações valiosas para uma condução segura.

Trechos do Rodoanel que exigem atenção extra

Ainda que a neblina seja um fenômeno sazonal, certos trechos do Rodoanel Mário Covas demandam atenção redobrada. No Trecho Oeste, as regiões de vales e proximidades com rios e matas, especialmente em áreas de Barueri, Osasco e Cotia, são mais suscetíveis. Guarulhos, por sua vez, é impactada pela dinâmica de tráfego do Rodoanel, especialmente o Trecho Norte.

Nos Trechos Sul e Leste, as áreas próximas às represas Guarapiranga e Billings, além de trechos da Várzea do Rio Tietê e regiões de serra em Parelheiros, Mauá, Suzano e Itaquaquecetuba, frequentemente registram formação de neblina. Contudo, o Trecho Norte, vital para a conectividade de Guarulhos, apresenta maior incidência do fenômeno em regiões próximas à Serra da Cantareira e em vales úmidos, exigindo cautela adicional dos motoristas que utilizam essa rota.

O que fazer em caso de emergência

Se houver necessidade de uma parada forçada devido a problemas mecânicos, pneu furado ou imprevisto de saúde durante um trajeto com neblina, o condutor deve sinalizar o veículo imediatamente. Logo após, deve acionar os serviços gratuitos de apoio ao usuário das concessionárias responsáveis pelo trecho percorrido, disponíveis via 0800 e WhatsApp, ou a Polícia Militar Rodoviária.

Nessas situações, a orientação principal é que o motorista e os passageiros desembarquem do carro com cuidado. Eles devem aguardar o socorro em um local protegido, atrás da barreira de segurança ou fora da faixa de rolamento, jamais permanecendo dentro do veículo parado no acostamento. A prioridade é sempre a segurança dos ocupantes do veículo.

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