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seg, 20 jul 2026
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Saúde Digital Paulista telessaúde SUS: Estudo valida expansão do acesso à assistência em SP

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A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP), em parceria com o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP), publicou um estudo que valida a eficácia da telessaúde. Implementada pelo programa Saúde Digital Paulista, a iniciativa ampliou o acesso a consultas, exames e acompanhamento especializado em 47 municípios paulistas, beneficiando 52 unidades de saúde entre abril e dezembro de 2024. O levantamento demonstra, portanto, a viabilidade de fortalecer a assistência nos três níveis de atenção do Sistema Único de Saúde (SUS).

Durante o período analisado, a iniciativa realizou mais de 23 mil teleatendimentos, beneficiando diretamente mais de 13 mil pacientes em diversas frentes assistenciais. Estes atendimentos abrangeram desde casos de baixa complexidade, direcionados à Atenção Primária, até discussões cruciais de casos críticos em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), ressaltando a abrangência do programa Saúde Digital Paulista.

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Os resultados do estudo, veiculados no periódico científico JMIR Formative Research, indicam altos índices de satisfação tanto entre usuários quanto entre os profissionais da saúde envolvidos. Na Atenção Primária à Saúde (APS), por exemplo, que englobou 30 Unidades Básicas de Saúde (UBSs), a satisfação dos pacientes atingiu notáveis 97 pontos em uma escala de 0 a 100, um forte indicador de aceitação e sucesso da telessaúde no SUS.

Avanço da Telessaúde nos Três Níveis do SUS

A estruturação da telessaúde no SUS paulista baseou-se em três pilares fundamentais: a oferta de teleatendimentos, a capacitação contínua das equipes e o monitoramento sistemático de indicadores. Dessa forma, o modelo foi cuidadosamente planejado para contemplar integralmente os três níveis de atenção à saúde, adaptando suas soluções às necessidades específicas de cada um.

Atendimento Especializado na Atenção Primária e Secundária

Na Atenção Primária, o foco principal concentrou-se em teleconsultas, discussões de casos clínicos complexos e suporte colaborativo entre os profissionais das unidades locais e os médicos de família e comunidade. Além disso, na Atenção Secundária, quatro Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs) passaram a oferecer suporte remoto em nove especialidades de alta demanda, otimizando o acesso a especialistas e a Saúde Digital Paulista.

Suporte Crucial na Atenção Terciária

Ainda mais relevante, na Atenção Terciária, 18 hospitais públicos receberam apoio especializado. Este suporte envolveu discussões de casos de UTI, onde intensivistas remotos puderam colaborar e guiar as equipes locais. Essa integração fortalece a capacidade de resposta hospitalar, especialmente em cenários que exigem decisões rápidas e especializadas, demonstrando a versatilidade da telessaúde no SUS.

Capacitação Contínua e Segurança Assistencial

Para assegurar a padronização dos processos e a segurança assistencial, o programa Saúde Digital Paulista implementou um robusto programa de capacitação contínua. As equipes receberam treinamento em modalidades presenciais, síncronas e assíncronas, abrangendo a utilização da plataforma institucional de teleconferência e a aplicação de protocolos clínicos específicos. Com efeito, todas as ações seguiram rigorosamente as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), garantindo a confidencialidade e integridade das informações.

Carlos Carvalho, diretor da Saúde Digital do HCFMUSP e um dos autores do estudo, ressalta a importância dos resultados. Ele afirma que ‘os achados sugerem que a telessaúde é uma estratégia viável em todos os níveis de cuidado, mesmo quando implementada em escala limitada, contribuindo para a expansão do acesso e da cobertura dos serviços’. Esta perspectiva reforça o potencial transformador da Saúde Digital Paulista.

Tecnologia Acessível e Modelo Escaláve

A iniciativa demonstrou que soluções digitais podem gerar um impacto relevante na assistência pública, utilizando uma infraestrutura tecnológica acessível. Computadores básicos, webcams, microfones e uma conexão estável à internet foram suficientes para o funcionamento do programa. Além disso, o modelo é considerado escalável e adaptável a outras regiões do país, promovendo a integração da jornada do paciente no SUS de forma mais ampla.

O programa Saúde Digital Paulista representa uma peça fundamental na estratégia do Governo de São Paulo para aprimorar o acesso à saúde especializada e mitigar distâncias. Por meio da transformação digital da assistência, a iniciativa visa fortalecer o atendimento regionalizado. Desde 2024, o programa registrou mais de 151 mil atendimentos em seus cinco serviços de telessaúde, incluindo TeleAPS, TeleSAP, AME+Digital, Tele UTI e TeleAVC, consolidando seu papel inovador na saúde pública do estado.

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