Até o último dia 19, mais de 8 mil pessoas que passaram por unidades de saúde da cidade estavam com síndrome gripal
A Secretaria Municipal de Saúde divulgou uma nota nesta terça-feira (21) em que reconhece ter constatado o crescimento na procura por atendimento de saúde, em razão de síndrome gripal. Trata-se de pessoas com sintomas da Gripe Influenza H3N2 que tem buscado as unidades de saúde de Guarulhos.
Nos últimos dias, houve um aumento significativo, o que ocasionou filas e longa espera pelo atendimento. Segundo a pasta, até este domingo (19), a cidade registrou 8.051 casos de síndromes gripais, não necessariamente a H3N2.
O mesmo ocorre em hospitais particulares e em postos de atendimento de planos de saúde privados do município, a exemplo do que está acontecendo em outros municípios da Grande São Paulo.
Apenas uma avaliação médica é capaz de identificar cada quadro e indicar as direções corretas para cada pessoa. Neste momento, é importante ficar atento à evolução dos sintomas, especialmente após os primeiros cinco dias. E para os pacientes de risco, a indicação é buscar um profissional em casos de febre, prostração e falta de apetite (que pode levar a uma rápida e perigosa desidratação).
Segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o H3N2 é um dos subtipos do vírus influenza A. Também conhecida como vírus do tipo A, é um dos principais responsáveis pela gripe e pelos resfriados. Assim como ocorre com o coronavírus, o vírus H3N2 é facilmente transmitido.
A transmissão ocorre de pessoa para pessoa, através de gotículas expelidas pela tosse, espirro ou fala. Daí a importância de utilizar máscaras em ambientes fechados e manter os hábitos adquiridos ao longo da pandemia de coronavírus, como lavar as mãos com frequência e manter distanciamento social.
Os sintomas da Influenza A (H3N2) são parecidos aos de uma gripe comum: febre alta com início agudo, cefaleia, dores articulares, constipação nasal e inflamação de garganta e tosse. Em alguns casos pode haver vômito e diarreia. Contudo, estas manifestações não ocorrem com frequência, sendo mais comuns em crianças.


