A deputada estadual **Fabiana Bolsonaro** (PL-SP) está no centro de uma intensa polêmica após realizar um ato de **blackface** na Assembleia Legislativa de São Paulo (**Alesp**). Enquanto se pintava de preto para criticar a deputada federal **Erika Hilton**, Fabiana declarou publicamente ser “branca”. Entretanto, dados da Justiça Eleitoral revelam que ela se classificou como **parda** ao se candidatar em **2022**, gerando questionamentos sobre a **Blackface Alesp Parda** e sua identidade racial. Essa discrepância motivou pedidos de cassação.
O Ato de Blackface e a Declaração de Identidade
Nessa quarta-feira, **18 de outubro**, a **deputada Fabiana Bolsonaro** subiu à tribuna da **Alesp** com o rosto e braços pintados de preto. O objetivo era protestar contra a eleição da deputada federal **Erika Hilton** para a Comissão da Mulher na Câmara. Durante sua fala, Fabiana afirmou: “Eu sou uma mulher. Não adianta se travestir de mulher. A mulher do ano não pode ser transsexual.”
Dessa forma, a deputada tentou comparar a identidade de gênero de Erika Hilton com a questão racial, dizendo: “Sou branca. Se eu me travestir de preto sou preta?”. Além disso, a performance gerou uma onda de críticas, sendo considerada uma prática racista e transfóbica. A comparação levanta sérias questões sobre representatividade e apropriação cultural, intensificando o debate.
A Controvérsia da Declaração Racial e a Blackface Alesp Parda
A declaração de Fabiana Bolsonaro de ser “branca” chocou muitos, especialmente após a deputada estadual **Monica Seixas** (PSOL) revelar informações do **DivulgaCand**, o site oficial do Tribunal Superior Eleitoral (**TSE**). Conforme o registro de sua candidatura em **2022**, Fabiana de Lima Barroso, seu nome de registro, se declarou **parda** à Justiça Eleitoral. Essa informação contradiz diretamente sua afirmação pública e acende um alerta para a questão da **Blackface Alesp Parda**.
Verbas do Fundo Eleitoral para Candidatos Pardos
Nesse sentido, a inconsistência se aprofunda ao considerar o recebimento de verbas do Fundo Eleitoral. Por lei, candidatos que se declaram pardos ou negros podem acessar recursos específicos para o fomento de suas campanhas. O **TSE** confirmou que **Fabiana Bolsonaro** recebeu um total de **R$ 1.593,33** oriundos deste tipo de repasse em **2022**.
Por outro lado, a deputada **Monica Seixas** também apontou que a parlamentar estava na lista dos que receberam dinheiro do fundo especial racial. Essa revelação adiciona uma camada de complexidade à autodeclaração e ao uso de recursos destinados à promoção da igualdade racial, levantando dúvidas sobre a legitimidade da identificação.
Repercussão e Pedido de Cassação
Consequentemente, a atitude da deputada Fabiana Bolsonaro resultou em pedidos de cassação. Deputados estaduais apresentaram moções solicitando sua remoção do cargo, citando as práticas de **blackface**, consideradas racistas, e as falas transfóbicas. A gravidade da situação reside não apenas na ofensa direta, mas também na potencial fraude eleitoral decorrente da autodeclaração racial para acesso a fundos.
Esclarecimento sobre o Sobrenome 'Bolsonaro'
É importante notar que **Fabiana de Lima Barroso** adotou o sobrenome “Bolsonaro” por considerar ter grande afinidade ideológica com o ex-presidente **Jair Bolsonaro**. Contudo, ela **não possui qualquer grau de parentesco** com ele.
Afinal, a identidade política e pessoal é uma construção complexa, mas não isenta de responsabilidade pelas declarações e atos públicos, especialmente para figuras com mandato eletivo que representam a população.
Em suma, o episódio da **Blackface Alesp Parda** por **Fabiana Bolsonaro** ressalta a importância da coerência e responsabilidade de figuras públicas. A contradição entre a declaração racial para fins eleitorais e a performance pública levantou debates cruciais sobre identidade, representatividade e ética política. Compartilhe sua opinião sobre este caso complexo e ajude a enriquecer o debate em nossas redes sociais.


