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sex, 03 jul 2026
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Polícia prende sete e desarticula quadrilha por furto de café de R$ 1,5 milhão em SP

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A Polícia Civil de São Paulo desarticulou uma organização criminosa especializada em furtos de carga de alto valor. A Operação Ouro Negro prendeu sete suspeitos, incluindo o último capturado em Mogi Guaçu em 2 de maio, após sete meses de intensa investigação. A ação resultou da apuração do furto de uma carga de café avaliada em R$ 1,5 milhão, ocorrido em Aguaí, no interior paulista, em dezembro de 2023.

As investigações tiveram início aproximadamente um mês após o crime, concentrando-se inicialmente na cidade de Aguaí. O Setor de Investigações Gerais (SIG) de Aguaí liderou a apuração, identificando a estrutura complexa da organização, o método de operação do grupo e as funções específicas de cada um dos envolvidos. Contudo, a rede de conexões exigiu uma longa e detalhada investigação.

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Abrangência da Operação Ouro Negro

A Operação Ouro Negro executou sete mandados de prisão temporária e 14 mandados de busca e apreensão. As ações policiais ocorreram em diversas cidades do estado de São Paulo, abrangendo municípios como Santos, São Vicente, Praia Grande, Cubatão, Mogi Guaçu e Aguaí. Além disso, a coordenação entre as diversas forças de segurança foi fundamental para o sucesso das incursões.

Dezenas de policiais civis foram mobilizados para a operação, que contou com o apoio integrado de diferentes unidades da própria Polícia Civil. O trabalho também teve a colaboração da Polícia Militar e da Guarda Civil Municipal. Enquanto isso, as diligências continuam para garantir a completa desarticulação da quadrilha e identificar outros possíveis envolvidos.

O papel do informante interno

Um dos indivíduos presos em 2 de maio, em Mogi Guaçu, é apontado pela polícia como uma peça-chave na articulação do furto. Este suspeito era um ex-funcionário da empresa vítima do furto da carga de café de alto valor. Portanto, ele utilizou o conhecimento privilegiado adquirido durante seu período de trabalho para fornecer informações estratégicas à quadrilha, facilitando a ação criminosa.

De acordo com as investigações, o ex-funcionário gravou vídeos detalhados das instalações da companhia e de sua rotina operacional interna. Esse material foi, então, enviado aos demais membros da quadrilha, permitindo um planejamento extremamente minucioso do furto. Por outro lado, a perícia forense contribuiu significativamente para comprovar o uso indevido de informações confidenciais.

A Polícia Civil também confirmou a prisão do homem responsável por realizar o transporte da carga furtada após a ação principal. Outros integrantes do grupo, que atuavam em distintas etapas do esquema, desde a vigilância até a distribuição, também foram detidos. Desta forma, o esquema de furto revelou uma cadeia complexa e bem organizada de participação.

Embora os sete suspeitos principais tenham sido capturados, a Polícia Civil assegura que as investigações prosseguem ativamente. O objetivo primordial é identificar e responsabilizar a eventual participação de outras pessoas no esquema criminoso. Consequentemente, novas fases da operação não estão descartadas, buscando desvendar completamente a rede.

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