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sex, 17 jul 2026
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Após rumores, Prefeitura diz que desocupação no Morro do Amor não será em agosto

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Moradores reafirmaram que não haverá nenhuma mobilização popular nesta sexta-feira

A Secretaria de Justiça de Guarulhos informou nesta sexta-feira (18) que a desocupação da área do Morro do Amor, na Vila Rio de Janeiro, não ocorrerá ao longo do mês de agosto. A administração municipal recebeu uma ordem judicial, após pedido do Ministério Público do Estado, devido aos altos riscos de morte que o local apresenta aos seus moradores, como incêndios e deslizamentos.

Segundo informações divulgadas pela prefeitura, atualmente, a Gestão Guti (PSD) realiza com as 270 famílias do local atendimentos para a inscrição no CadÚnico, porta de entrada para o recebimento de diversos benefícios dos governos municipal, estadual e federal, além de fornecer o aluguel social de R$ 400 e dar prioridade a essas famílias na aquisição de moradias populares, quando houver.

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As informações ainda dão conta que administração municipal mantém conversas com o Governo do Estado a fim de obter um auxílio maior às famílias do Morro do Amor.

O Guarulhos Online esteve no local na manhã de hoje para apurar os “rumores” que surgiram sobre uma possível manifestação e conversou com moradores que comunicaram não haver nenhuma mobilização marcada para esta sexta-feira. Os integrantes da comunidade também relataram que estão tomando providências legais para reverter a decisão que determina a reintegração de posse por meio de laudos que comprovam que apenas duas casas do local correm risco de desabamento.

Entenda o Caso

No dia 21 de julho, cidadãos da comunidade uniram-se para realizar um protesto na avenida Salgado Filho, próximo à interseção com a avenida Suplicy, resultando na interrupção do tráfego de veículos. Portando faixas que expressavam suas demandas por moradia e dignidade, os participantes do protesto optaram por queimar pneus, ocasionando perturbações significativas para os condutores que transitavam tanto no sentido Centro quanto bairro. As forças policiais, representadas pela Polícia Militar e pelo Corpo de Bombeiros, prontamente se dirigiram ao local do evento.

A motivação para a realização do protesto decorreu do fato de que os residentes da comunidade conhecida como Morro do Amor haviam recebido notificações da decisão judicial que os obrigava a deixar suas moradias. É importante destacar que apenas uma parcela reduzida do terreno ocupado encontra-se sob posse da Prefeitura, sendo a maior porção de propriedade privada.

O embasamento da ação promovida pelo Ministério Público se deve à preocupação com o risco de desmoronamento em algumas habitações situadas em terreno inclinado. Por outro lado, os representantes do movimento dos moradores argumentam que apenas um número limitado de residências enfrenta tal perigo e, portanto, alegam que isso não justificaria a desocupação de toda a área.

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