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sáb, 13 jun 2026
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AVC em mulheres: risco sutil e sintomas diferentes dos homens

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O acidente vascular cerebral (AVC) em mulheres pode apresentar sintomas sutis e inesperados, dificultando o diagnóstico rápido e aumentando os riscos de sequelas permanentes. Diferentemente dos sinais clássicos como paralisia facial ou dificuldade na fala, os sintomas femininos frequentemente incluem confusão mental súbita, fadiga extrema, soluços persistentes e até dor no peito.

Segundo especialistas, fatores hormonais como uso de anticoncepcionais, gravidez, menopausa e predisposição a doenças autoimunes tornam as mulheres mais vulneráveis a alterações neurológicas. Além disso, cerca de 45% dos casos de AVC em mulheres ocorrem após os 80 anos, porém os riscos começam a aumentar a partir dos 40 anos, conforme dados da Associação Americana de Derrame.

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Sintomas de AVC em mulheres fogem do padrão tradicional

Os sinais menos conhecidos de AVC em mulheres incluem confusão mental súbita, fadiga extrema sem causa aparente e dor de cabeça intensa. Ademais, outros sintomas como visão turva, formigamento em um lado do corpo e falta de ar podem ser facilmente confundidos com crises de ansiedade ou problemas cardíacos.

De acordo com especialistas, o risco de AVC é mais elevado nas mulheres, tanto em ocorrência quanto em gravidade. Por isso, vale a pena reconhecer qualquer tipo de sinal diferenciado. Pois, isso é de fato muito importante para que atendimento rápido aconteça e evite as sequelas permanentes.

Um alerta importante são os soluços persistentes, que podem indicar danos em áreas do cérebro responsáveis por funções automáticas, como a medula oblonga. Quando acompanhados de náusea, vômito ou fraqueza, portanto, esse sintoma deve ser levado a sério.

Alterações hormonais aumentam risco de AVC em mulheres

O estrogênio, hormônio feminino, tem efeito protetor no cérebro. Entretanto, quando há variações hormonais – como na menopausa, no ciclo menstrual ou com o uso de anticoncepcionais – esse equilíbrio pode ser comprometido.

Por isso, mulheres que fazem terapia de reposição hormonal ou usam contraceptivos têm risco aumentado de AVC, especialmente se houver histórico de hipertensão ou tabagismo. Além disso, alterações súbitas no comportamento, dores generalizadas sem explicação e sensação de desorientação também podem ser sinais de alerta.

Outro fator relevante é o estilo de vida. A sobrecarga emocional, jornadas duplas e o aumento do estresse têm contribuído para o crescimento dos casos entre mulheres. Dessa forma, esses sintomas menos óbvios costumam atrasar o diagnóstico, sendo que no caso do AVC cada minuto é fundamental.

Teste SAMU pode identificar AVC rapidamente

Mesmo com sintomas atípicos, alguns sinais clássicos ainda podem aparecer. O teste “SAMU” é uma forma simples de identificar um possível AVC em qualquer pessoa:

Sorria: observe se um lado do rosto está caído ou assimétrico.
Abra os braços: verifique se um deles não se move adequadamente ou tende a cair.
Música ou frase: peça para repetir algo simples; se houver dificuldade ou palavras embaralhadas, é sinal de alerta.
Urgência: se notar qualquer um desses sinais, ligue imediatamente para o serviço de emergência (192 ou 193).

Segundo especialistas, esse teste pode ser decisivo para garantir atendimento rápido e evitar sequelas graves. No caso das mulheres, vale redobrar a atenção aos sintomas menos óbvios, pois o corpo avisa mesmo que de forma sutil.

Prevenção do AVC em mulheres requer cuidados específicos

A prevenção do AVC em mulheres passa por controle rigoroso da pressão arterial, alimentação equilibrada e prática regular de atividade física. Igualmente importante é o acompanhamento regular com profissionais de saúde, especialmente durante períodos de mudanças hormonais.

Mulheres devem estar atentas aos sinais do corpo e buscar avaliação médica ao menor indício de alteração neurológica. Finalmente, reconhecer que os sintomas femininos podem ser diferentes dos masculinos é fundamental para um diagnóstico precoce e tratamento eficaz.

Para as guarulhenses, é essencial conhecer esses sinais atípicos e não hesitar em procurar atendimento médico quando algo não parecer normal. Afinal, no AVC, o tempo é o fator mais crucial para evitar sequelas permanentes e salvar vidas.

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