Há cerca de três meses, uma invasão começou de forma discreta na área de proteção ambiental (APA Cabuçu-Tanque Grande) na região da rua localizada na rua Santina no bairro do Cabuçu. Há duas semanas os casos de queimadas aumentaram na região, apesar do tempo seco, a hipótese de ocupação irregular em outros pontos não é descartada.
A Secretaria de Meio Ambiente (Sema) de Guarulhos, em conjunto com Secretaria de Justiça, GCM e Proguaru anunciaram na manhã desta quinta-feira (14) a operação conjunta das pastas para interrupção da invasão e desmatamento da área.
A Prefeitura salienta que foram instaladas barreiras físicas para impedir o acesso. Mas, não explicou como foi feita abordagem, se havia moradores no local e qual procedimento jurídico sobre o caso. Pois trata-se de um crime ambiental passível de punição prevista em lei.
De acordo com a gestão municipal as equipes de fiscalização da Sema realizam vistorias diárias nas áreas de interesse ambiental da cidade. Denúncias de invasões ou desmatamentos podem ser feitos através do telefone 0800-772-2006 em que não é necessário se identificar.
De acordo Jefferson Silva do Núcleo de Estudos Urbanos (NEU) a região está no limite do Parque Estadual Cantareira e possui nascentes de rios e não é apropriada para moradia. Silva reclama da demora em resolver esse caso, devido a burocracia que envolve vários órgãos públicos.
“Se não resolver o problema social, não vai resolver o problema ambiental. Eu não concordo com a forma de atuação da gestão municipal. Não existe um plano elaborado para remoção de famílias nesses casos, as pessoas saem dali e vão invadir outras áreas. Entre o meio ambiente e a moradia, vão optar obviamente pela moradia”.


