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sex, 05 jun 2026
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Coluna Aberta: Puerpério e seu impacto na saúde mental materna

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Poucos conhecem essa palavra, inclusive algumas mães não tem acesso a informações sobre esse tema. É chamado de puerpério, o período pós a retirada da placenta no parto, pois decorrente a essa retirada, o corpo dessa mulher tem uma grande queda hormonal, gerando questões emocionais significativas.

Alguns médicos consideram que o períoo do puerpério é de 45 a 60 dias pós-parto, porém com base em estudos psicológicos perinatais, podemos afirmar que o período do puerpério na vida de uma mulher é considerado até os dois anos da criança, podendo inclusive se estender.

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O motivo disso, são todas as mudanças biopsicossociais que essa mulher passa a partir da gestação. Imaginem a confusão emocional de um individuo que está passando por questões como: Mudança de rotina. Amamentação. Readaptação.

Reaprendendo a “Ser”, em meio a tantas questões de “como ser da forma ideal”, e por vezes se cobrando a atender inclusive as próprias expectativas sobre esse periodo com base em suas vivências sociais.

Dentro do período do puerpério essa mãe pode apresentar sintomas de tristeza, melancolia, sensação de solidão, dúvidas sobre si e sua identidade pessoal ou corporativa, privação de sono, dor física e emocional, sentimentos ambivalentes sobre a maternidade, podendo impactar inclusive em suas relações afetivas e sociais.

Pois a expectativa de pessoas ao entorno é que essa mãe apresente uma satisfação e alegria diante do nascimento e vida do seu bebê, porém o que normalmente as pessoas não observam, são todos os impactos e perdas que ela esta vivenciando e as poucas ou nenhuma ferramenta que a mesma tem para lidar com isso.

Algumas mulheres vivenciam no puerpério o chamado “baby blues” que se trata de um período considerado “curto” em torno das suas primeiras semanas pós parto, onde essa mulher passa por momentos tristeza, dor, angustia, choro sem ração aparente, sensibilidade a flor da pele, mas que isso passa.

Sentimentos presentes de tristeza profunda, desinteresse pelo bebê ou por si mesma, podem estar apontando um quadro mais grave, como a depressão pós parto que pode ser diagnosticada e considerada como tal, até os 12 primeiros meses do bebê.

É necessário um tempo para que essa mãe consiga compreender, todas as transformações em seus pensamentos, prioridades, comportamentos, pós a chegada de um filho. E isso, demanda tempo, paciência, acolhimento, interesse e respeito.

Nós como parte do cenário dessa mulher/mãe, podemos contribuir tirando delas a responsabilidade de atender nossas expectativas diante da maternidade e as oferecendo escuta e apoio.

Afinal ela esta deixando de SER “um monte de coisas” que contribuam em sua identidade, para aprender diariamente a exercer um novo papel, diante de tantas questões limitantes em nossa sociedade sobre o maternar e contribuir com a construção de um novo SER.  

Daniele Barros é Mãe | Psicóloga Clínica | Graduada em Gestão de Pessoas | Pós graduada em Marketing pela Business School São Paulo | Psicologia Analítica Junguiana pela Sociedade Brasileira de Psicanálise Integrativa | Formação em Psicologia Perinatal e da Parentalidade pelo Instituto Mater Online | Sempre em busca de constante aprimoramento em Saúde Mental

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