Na corrida de maior altitude do calendário da Fórmula 1, a Cidade do México fez uma baita festa para receber a corrida e principalmente, celebrar a corrida com o piloto da casa Checo Perez. O grande problema é que a corrida reservava diversas surpresas inesperadas. A altitude e o calor fizeram os carros sofrerem com superaquecimento e os pilotos tinham que usar a cabeça para atacar com eficiência seus oponentes.
A primeira surpresa foi no treino, as Ferraris, cravaram a primeira fila com Leclerc e Sainz, seguidos por Verstappen e Ricciardo. Mas a alegria da equipe de Maranello durou pouco, até a primeira curva, para ser mais preciso.
Os pilotos da Ferrari largaram bem, porém, Verstappen largou melhor ainda, Perez também não perdeu tempo e pulou para frente para disputar a ponta. Na curva 1, Verstappen, Leclerc e Perez chegaram praticamente juntos disputando a freada, Perez ficou por fora, forçou a barra e tocou com Leclerc, fazendo seu carro decolar com diversos danos na suspensão, sidepod direito e assoalho. O piloto da casa chegou a voltar para a pista para fazer uma parada nos boxes, mas com os danos no seu carro foi o fim da corrida para Checo. Leclerc ficou com dano na asa dianteira mas seguiu até o fim com seu carro.
Com Perez não pontuando, Hamilton tinha que correr atrás do prejuízo, mesmo insatisfeito com o desempenho de seu carro nos treinos. O inglês trabalhou duro superando as McLarens, Daniel Ricciardo e as Ferraris e conseguiu assumir a segunda posição, com a melhor volta no fim da corrida, pontos importantes visto que teve problemas nas duas últimas, uma por abandono por colidir com Russell na outra por desclassificação técnica.
Na volta 33 um susto, Kevin Magnussen da Haas tem uma falha na suspensão traseira esquerda e bate forte na barreira de proteção, chamando uma bandeira vermelha. Apesar de sair visivelmente atordoado pela pancada,saiu sozinho do carro. Posteriormente durante o decorrer da corrida foi informado que ele estava no centro médico em observação e que estava bem.
Após a relargada, Max dispara na frente deixando Leclerc e Hamilton se degladiarem pela segunda posição. O monegasco vendeu caro sua posição, fazendo Hamilton levantar poeira e a grama da lateral da pista em uma espremida disputa, mas Leclerc sucumbiu à pressão do inglês.
Perto do fim, outro inglês se digladiavam com outro piloto, desta vez na disputa pela sexta posição Ricciardo e Norris fazem uma belíssima disputa, com os carros quase se tocando, mas o australiano com o sorriso mais famoso do grid é superado por Norris que fez uma corrida incrível escalando posições.
Para as Aston Martins, é um fim de semana para se esquecer, Alonso não veio em um ritmo bom, abandonando a corrida no meio. Já seu companheiro, Lance Stroll, também não mostrou grande coisa no fim de semana, fazendo uma trapalhada no setor do estádio da pista e abandonando na sequência.
Lá na frente, com tranquilidade de quem cochila sob seu “sombrero”, Max Verstappen recebe a quadriculada em primeiro, com Hamilton em segundo e Leclerc em terceiro. Na sequência, cruzam a linha de chegada Sainz, Norris, Russell, Ricciardo, Piastri, Albon e Ocon.
A cerimônia de pódio foi maravilhosa, acredito que é a mais legal de toda a temporada, no setor do estádio, diante de uma plateia imensa ao som da trilha sonora da Fórmula 1 sendo tocada por “mariachis”, Max Verstappen sobe ao pódio sentado em seu carro usando um “sombrero”. Quando o elevador que ergue seu carro fica no nível do piso do pódio, o Holandês Voador sobe ao lugar mais alto do pódio para completar a tradicional cerimônia. Mas o clima de festa está apenas começando, pois nesta semana, entre 3 e 5 de Novembro, a Fórmula 1 chega em São Paulo para disputar o GP do Brasil no lendário Autódromo de Interlagos.
Paulo Campaneli é Analista de Sistemas, piloto de kart e de Fórmula Vee, apaixonado por automobilismo e carros, entrou no mundo do esporte a motor em 2017, representando Guarulhos na modalidade e participa das etapas na Fórmula Vee no Campeonato Paulista, Copa ECPA, e kartismo amador.



