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ter, 21 jul 2026
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Combate ao Tráfico de Armas e Drogas: Brasil e EUA Firmam Acordo Estratégico

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O Brasil e os Estados Unidos selaram um importante acordo de cooperação mútua na última sexta-feira (10), em uma reunião no Ministério da Fazenda, com o objetivo de intensificar o combate ao tráfico internacional de armas e drogas. Esta parceria, que envolve a Receita Federal brasileira e o U.S. Customs and Border Protection (CBP), visa ao compartilhamento contínuo e digital de informações cruciais para desmantelar redes criminosas.

Fortalecimento da Inteligência e Ações Articuladas

O cerne da colaboração reside na troca de dados sobre apreensões realizadas nas aduanas de ambos os países. Desse modo, as autoridades poderão identificar com celeridade padrões de tráfico, rotas utilizadas e os vínculos entre remetentes e destinatários de produtos ilícitos, agilizando investigações e operações em uma escala global.

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O ministro Dario Durigan destacou que o “compartilhamento qualificado de informações” proporcionará a ambos os países melhores condições de executar ações articuladas, não apenas no destino, mas também na origem das cargas ilícitas. Além disso, ele enfatizou que este é um passo relevante dado após a conversa entre Lula e Trump, visando o fortalecimento do combate ao crime organizado transnacional.

A Importância da Tecnologia Aduaneira

A sofisticação dos métodos criminosos exige respostas tecnológicas avançadas. Conforme o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, o uso de raio-x em contêineres tem sido fundamental para aumentar as apreensões, especialmente de peças destinadas à montagem de armamentos, uma tática crescente entre as organizações criminosas transnacionais.

Barreirinhas explicou que, como é mais fácil identificar armas por meio de raio-x, os grupos têm adotado a estratégia de enviar os armamentos em peças. Portanto, as apreensões de componentes têm crescido significativamente. A reunião, que também contou com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, revelou que mais de 1,1 mil armas e peças de armamentos foram apreendidas nas aduanas brasileiras nos últimos 12 meses.

Adicionalmente, Rodrigues informou que, no primeiro trimestre de 2026, as autoridades apreenderam mais de 1,5 mil toneladas de drogas vindas dos EUA. Segundo a Polícia Federal, as substâncias ilícitas apreendidas foram predominantemente sintéticas e haxixe, evidenciando a diversidade dos fluxos de tráfico entre os países.

O Programa Desarma: Ferramenta Essencial de Rastreamento

Uma das entregas mais significativas deste acordo bilateral é o lançamento do Programa Desarma, um sistema informatizado da Receita Federal. Esta plataforma aprimora substancialmente a capacidade de rastreamento internacional de armas e materiais sensíveis, tornando-se uma ferramenta vital para as forças de segurança e inteligência no combate ao crime organizado.

Assim, sempre que a aduana brasileira identifica produtos de origem americana relacionados a armas, munições, peças, componentes, explosivos e outros itens sensíveis, ou vice-versa, o Desarma registra e organiza esses dados estratégicos das apreensões. Este sistema abrange informações cruciais como o tipo de material, a origem declarada, detalhes logísticos da carga e eventuais identificadores ou números de série.

Tais informações detalhadas permitem o rastreamento preciso da origem desses produtos ilícitos. Consequentemente, facilita o mapeamento das complexas redes de comércio internacional de armas, contribuindo substancialmente para a desarticulação dessas organizações criminosas e para o fortalecimento da segurança pública em ambas as nações envolvidas nesta importante parceria.

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