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sáb, 13 jun 2026
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Comportamento inadequado afasta jovens do mercado de trabalho, como ajudá-los?

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Por Fábio Affonso*

O desemprego entre jovens de 18 a 24 anos ficou em 31,4% no 3º trimestre de 2020, maior taxa da série histórica

A falta de experiência e de qualificação profissional pesam muito em uma contratação em tempos de crise, já que outros profissionais, mais experientes e qualificados, estão disponíveis e aceitam vagas que oferecem menores condições de salários e benefícios.

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Porém, segundo especialistas de Recursos Humanos, questões comportamentais superam a falta de experiência e qualificação na hora de contratar jovens, tornando-se o maior impeditivo para que eles não consigam a tão sonhada vaga.

Além disso, muitos não se mantêm empregados justamente porque suas atitudes os impedem de trilhar uma carreira.  Esse é um fato que se repete em todo o Brasil. Mas, que comportamentos são esses, que superam a falta de qualificação e de experiência na hora de uma contratação? E como podemos ajudar os jovens a superar essa deficiência?

Recrutadores e empregadores listaram alguns comportamentos dos jovens que podem prejudicá-los no mundo corporativo. Nas entrevistas de emprego, eles são observados e, também, a forma como se apresentam nas redes sociais contribui para que garantam as vagas.

Algumas atitudes que prejudicam uma contratação:

Falta de pontualidade

Chegar atrasado a uma entrevista é um erro que pode desqualificar imediatamente o candidato, porque demonstra falta de comprometimento.

Falar mal de pessoas e/ou situações anteriores

O jovem que, numa entrevista, tem a postura de julgar recrutadores de entrevistas anteriores ou empregadores anteriores, colocando exclusivamente nos outros a culpa por não conseguirem se manter empregados passam uma imagem ruim.

Mostrar impaciência

Demonstrar impaciência com atrasos ou perguntas que não se deseja responder pode indicar inflexibilidade.

Não interagir bem com grupos

Nas dinâmicas, desejar ser o centro das atenções ou não participar da dinâmica mostram situações opostas, mas que dizem muito sobre a personalidade do candidato. É preciso equilíbrio e coerência.

Usar apenas gírias e palavras de baixo calão

Jovens naturalmente se expressam com algumas gírias. Mas, utilizá-las sem limites indica vocabulário pobre e inadequado para o ambiente corporativo. Além disso, palavras de baixo calão não devem ser utilizadas em ambiente profissional.

Desvalorizar a oportunidade

Jovens que informam que participam da entrevista por pressão familiar ou apenas por estarem extremamente necessitados não interessam às empresas.

Comportamentos dos jovens nas redes sociais que influenciam negativamente na contratação:

Emitir, curtir ou compartilhar conteúdo violento ou preconceituoso

Quem produz ou apoia conteúdos violentos ou preconceituosos, em quaisquer âmbitos, está mostrando ao mundo quais são seus posicionamentos. Portanto, muitas empresas recusam-se a ter, em seus quadros de colaboradores, quem age de forma irresponsável no mundo virtual.

Posicionamento profissional irresponsável

Quem se vangloria por faltar no trabalho e emitir atestado falso, entre outras situações, está sujeito a mostrar ao mercado que não tem comportamento adequado para conseguir uma nova vaga de emprego.

Comportamentos adotados após empregado que fazem com que o jovem seja demitido:

Falta de pontualidade e faltas injustificadas

Demonstram, conforme citado, falta de comprometimento.

Dificuldade para trabalhar em grupo

Empresas são formadas por pessoas e é imprescindível que todos atuem em conjunto. Não se adaptar aos pares é um motivo para demissão.

Ignorar a hierarquia

Outro fator que motiva a dispensa dos jovens é que muitos deles têm dificuldade de entender e respeitar superiores. O tratamento com gestores deve ser profissional.

Desmotivação e desinteresse

O jovem que não demonstra interesse em aprender e foco em seu desenvolvimento profissional certamente não desperta nos gestores motivos para os manter no quadro de colaboradores.

Como ajudar os jovens a desenvolver habilidades comportamentais e competências?

Todas as pessoas precisam de desenvolvimento constante – e com os jovens não poderia ser diferente. Capacitá-los, de forma personalizada, é a melhor maneira de torná-los aptos ao mercado de trabalho.

Os jovens aprendem por exemplos e, também, por referências que os representam. Assim, de nada adianta utilizar linguagem inadequada com eles, com conteúdo corporativo criado para profissionais mais experientes. Se a ideia é ter eficiência, a capacitação deve ser totalmente pensada para o jovem, dentro de sua realidade.

Fábio Affonso é franqueador da MicroPro Desenvolvimento Profissional e Comportamental, uma rede com 35 escolas no estado de São Paulo. Apaixonado por ensino profissionalizante, ele idealizou o Coaching Max, primeiro programa de coaching para jovens, oferecido exclusivamente aos alunos da MicroPro como parte da estratégia de desenvolvimento comportamental da marca.

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