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qua, 03 jun 2026
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CPI da Pandemia: Queiroga afirma que tratamento precoce não é decisivo contra Covid-19

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O ministro da Saúde também recebeu críticas por falta de objetividade nas respostas: “Eu acho que o senhor não entendeu sua posição aqui”

Nesta quinta-feira (06), o ministro da Saúde Marcelo Queiroga, presta depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga as ações do Governo Federal durante a pandemia. Ele é o terceiro interrogado nesta semana, antecedido pelos ex-ministros Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich.

Durante a sessão, Queiroga evitou respostas objetivas. O relator da Comissão, Renan Calheiros (MDB-AL), questionou se ele compartilhava da opinião do presidente Jair Bolsonaro sobre o uso da cloroquina para tratar pacientes com Covid-19. O ministro então respondeu que o assunto é uma “questão técnica”.

“Essa é uma questão de natureza técnica, não em relação a opinião pessoal de qualquer cidadão”, disse.

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Calheiros reclamou do que chamou de “falta de objetividade” do ministro da Saúde. O presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), também criticou a postura de Queiroga.

“EU ACHO QUE O SENHOR NÃO ENTENDEU SUA POSIÇÃO AQUI. VOCÊ É TESTEMUNHA! O SENHOR TEM QUE DIZER ‘SIM’ OU ‘NÃO’. […] O SENHOR ESTÁ AQUI COMO MINISTRO DA SAÚDE E COMO MÉDICO. ENTÃO, COMO MINISTRO DA SAÚDE E COMO MÉDICO, EU PEÇO PARA VOSSA EXCELÊNCIA RESPONDER. SE NÃO, NÓS VAMOS ENCERRAR ESSA SESSÃO AGORA”, ENFATIZOU AZIZ.

Os senadores também perguntaram se o Governo Federal tem feio distribuição da cloroquina, medicamento que não tem eficácia comprovada contra a doença. Queiroga afirmou que não autorizou a distribuição e que não tem conhecimento de que isso esteja acontecendo. O ministro também comentou sobre o chamado “tratamento precoce”.

“Há um agrupamento de colegas que defendem fortemente esse chamado tratamento precoce com esses fármacos e há outros colegas que se posicionam contrariamente, e o Ministério da Saúde quer acolher todos para que cheguemos a um consenso. Essa questão do tratamento precoce não é decisiva no enfrentamento a pandemia, o que é decisivo é justamente a vacinação e as medidas não farmacológicas”, disse Queiroga.

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