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qui, 23 jul 2026
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EJA flexível São Paulo: Mães realizam sonhos e concluem Ensino Médio com aulas adaptadas

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No início deste ano letivo, mães em São Paulo encontraram nas escolas estaduais que ofertam a Educação de Jovens e Adultos (EJA) na modalidade de presença flexível uma oportunidade transformadora. A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) expandiu o modelo, antes restrito a 43 CEEJAs, para 113 unidades de ensino, permitindo a conclusão do Ensino Médio e a realização de antigos sonhos a milhares de estudantes, que agora podem criar suas próprias rotinas de estudo. Com efeito, essa iniciativa impacta diretamente mais de 56 mil pessoas em todo o estado.

A Expansão da EJA Flexível em São Paulo

A modalidade de EJA flexível representa um marco na educação paulista ao oferecer autonomia aos estudantes. Os alunos não necessitam frequentar aulas de segunda a sexta-feira, mas sim gerenciam seus próprios horários e dedicação. Consequentemente, essa liberdade é crucial para adultos que, como muitas mães, precisam conciliar os estudos com responsabilidades familiares e profissionais intensas. Dessa forma, o programa se adapta à realidade de quem busca qualificação.

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Histórias de Superação e Novos Horizontes

Ana Paula Alcântara, de 57 anos, mãe de um filho adulto, é um exemplo vívido dessa transformação. Ela abandonou os estudos na adolescência devido a dificuldades de aprendizado e responsabilidades familiares. Por muito tempo, Ana Paula prosperou profissionalmente por meio de indicações em diversas áreas, mas percebeu, há cerca de três anos, a crescente exigência do Ensino Médio para novas oportunidades de trabalho e cadastros profissionais.

Retornando aos bancos escolares na EJA flexível da Escola Estadual Padre Antonio Vieira, na zona norte da capital paulista, Ana Paula encontrou um ambiente de acolhimento e incentivo. Anteriormente, uma tentativa de retorno aos estudos há duas décadas não obteve o mesmo sucesso. Além disso, ela relata o impacto dos professores, que com paciência e dedicação, a fizeram redescobrir o prazer da leitura após anos. Desse modo, o término da escola tornou-se uma realização pessoal profunda, superando sentimentos de inferioridade.

Ana Paula agora projeta um futuro promissor, nutrindo o sonho de ingressar na faculdade. Ela expressa um particular interesse em áreas que envolvam o ensino, um desejo que já foi reconhecido pelos próprios educadores da escola. Portanto, sua jornada demonstra que a busca por conhecimento e a concretização de aspirações não possuem prazo de validade.

Lidia Cordeiro: Um Exemplo de Persistência e Orgulho Familiar

A cerca de dez quilômetros dali, na Escola Estadual Silva Jardim, no Tucuruvi, Lidia Maria Lins Zanini Cordeiro, de 48 anos, compartilha um sentimento similar de renovação. Viúva há sete anos e mãe de dois filhos, ela precisou adiar seu sonho de magistério, iniciado em 1996, para dedicar-se ao sustento e cuidado da família. Contudo, a EJA flexível possibilitou a retomada.

Lidia almeja concluir o Ensino Médio ainda este ano para então cursar Pedagogia ou Terapia Ocupacional. Com seus filhos, Eduardo Augusto e Marina, demonstrando maior autonomia, Lidia otimiza os momentos livres de seu trabalho como profissional de apoio e manicure para estudar em casa, comparecendo à escola apenas para avaliações e plantões de dúvidas. Ademais, ela possui uma conexão especial com a unidade, onde seu filho também estuda e onde ela atua.

O retorno de Lidia aos estudos é um motivo de orgulho para sua família. Sua filha, Marina, emocionou-se ao ver a mãe novamente estudando, um poderoso exemplo de dedicação. Lidia enfatiza a importância de dar o exemplo, mostrando aos filhos que o estudo é fundamental para evitar as dificuldades que ela mesma enfrentou. Portanto, a educação se torna um legado familiar.

Ela elogia a equipe pedagógica da EJA flexível, destacando o apoio contínuo e a dedicação dos professores em manter os alunos motivados. Segundo Lidia, o empenho dos educadores é tão intenso quanto o dos próprios estudantes, visando garantir que ninguém desista novamente de seus objetivos. Dessa forma, a colaboração entre alunos e docentes fortalece o ambiente de aprendizado.

Edna da Silva: A Idade Não é um Limite

Na mesma Escola Estadual Silva Jardim, Edna Florindo da Silva, de 63 anos, também desafia a barreira da idade na busca pelo conhecimento. Como assistente administrativa em regime de home office, ela, assim como muitas outras, teve que interromper sua formação em um momento anterior da vida. No entanto, a flexibilidade da EJA permitiu-lhe reinserir-se no ambiente escolar.

Edna busca na conclusão do Ensino Médio não apenas uma qualificação formal, mas também uma realização pessoal e a atualização de seus saberes. Ela demonstra que o desejo de aprender permanece vivo em todas as fases da vida, e que programas como a EJA flexível são essenciais para atender a essa demanda. Desse modo, o modelo se consolida como um catalisador de oportunidades para diferentes gerações.

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