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sáb, 06 jun 2026
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Fies: renegociação de dívidas começa em novembro com 180 parcelas

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Estudantes com contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) formalizados a partir de 2018 poderão renegociar suas dívidas em condições facilitadas. Segundo o Ministério da Educação (MEC), a medida permite solicitações de 1º de novembro de 2025 até 31 de dezembro de 2026, com parcelamento em até 180 prestações mensais. De acordo com a Resolução nº 64/2025, publicada na sexta-feira (25) no Diário Oficial da União, a renegociação é voltada para inadimplentes há mais de 90 dias até 31 de julho de 2025.

A nova regra oferece condições atrativas para quitar pendências: parcelamento do saldo devedor em até 180 parcelas mensais, com valor mínimo de R$ 200 por prestação, além de desconto de 100% nos encargos moratórios, incluindo juros e multas por atraso. Com informações do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), o objetivo é auxiliar estudantes que enfrentam dificuldades financeiras.

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Os beneficiários deverão procurar diretamente o agente financeiro do contrato para formalizar a renegociação. Entretanto, a medida se aplica exclusivamente ao saldo devedor do financiamento, não incluindo valores de coparticipação com instituições de ensino, seguros prestamistas ou tarifas bancárias.

Condições da Nova Renegociação

Fies renegociação dívidas 2025
Foto: Divulgação/Ministério da Educação
CritérioDetalhes
Período para solicitação1º de novembro de 2025 a 31 de dezembro de 2026
Contratos elegíveisFormalizados a partir de 2018
Inadimplência mínimaMais de 90 dias até 31 de julho de 2025
Parcelas máximasAté 180 prestações mensais
Valor mínimo da parcelaR$ 200
Desconto em encargos100% em juros e multas por atraso
O que não está incluídoCoparticipação, seguros e tarifas bancárias

A renegociação também se aplicará aos contratos cuja dívida tenha sido coberta pelo Fundo Garantidor do Fies (FG-Fies), desde que estejam dentro das regras estabelecidas pelo próprio fundo. A formalização acontece por meio de termo aditivo ao contrato original, com concordância expressa do estudante e, se aplicável, de seus fiadores.

Consequências do inadimplemento

Caso o estudante não cumpra as novas condições acordadas na renegociação, haverá inclusão nos cadastros restritivos de crédito. Além disso, segundo a resolução, ficam suspensas até o fim de 2026 as solicitações para que o FG-Fies honre as dívidas inadimplidas.

A medida representa uma oportunidade significativa para regularizar pendências. Com parcelas mensais a partir de R$ 200 e prazo estendido de até 15 anos (180 meses), estudantes inadimplentes podem organizar suas finanças de forma mais sustentável.

Aumento do teto para Medicina

Paralelamente à renegociação, o governo federal aumentou em 30% o teto de financiamento semestral do Fies para cursos de medicina. O limite passa a ser de R$ 78 mil semestrais a partir do segundo semestre de 2025, aplicado aos novos contratos e renovações. A medida valerá integralmente a partir do primeiro semestre de 2026.

Esse ajuste reconhece o aumento dos custos educacionais na área médica e busca garantir acesso ao ensino superior de qualidade. Contudo, o reajuste se aplica apenas aos novos financiamentos, não afetando contratos já em vigor.

Fies Social e democratização do acesso

Foto: Sam Balye/Unsplash

Instituído pela Resolução nº 58/2024, o Fies Social visa retomar o papel social do programa, focando no atendimento às necessidades de estudantes de baixa renda. Dessa forma, pretende transformar a sociedade ao oferecer melhores condições para obtenção de financiamento estudantil.

O Fies, criado em 2001, concede financiamento a estudantes de cursos de graduação em instituições de educação superior privadas que possuem avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) e aderem ao programa.

Como proceder para renegociar

Para solicitar a renegociação, os estudantes devem seguir alguns passos essenciais. Primeiramente, é necessário identificar qual instituição financeira é o agente financeiro do contrato – geralmente Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal ou bancos privados credenciados.

Em seguida, reunir a documentação necessária, incluindo comprovante de renda atualizado, CPF, RG e dados do contrato original. O estudante deve entrar em contato com o agente financeiro a partir de 1º de novembro de 2025 para apresentar a solicitação.

Durante a negociação, será possível escolher o número de parcelas (até 180) e confirmar o valor mínimo de R$ 200 por prestação. Importante lembrar que débitos com as instituições de ensino deverão ser negociados separadamente, diretamente com cada faculdade ou universidade.

A medida representa alívio financeiro significativo para milhares de estudantes brasileiros que enfrentam dificuldades para quitar suas dívidas educacionais, oferecendo condições realistas de pagamento e a chance de regularizar sua situação creditícia.

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