As fortes chuvas que atingem o município evidenciam um limite perigoso na gestão pública: a fronteira entre a zeladoria e a infraestrutura pesada. Nesse contexto, enquanto as redes sociais do prefeito Lucas Sanches exibem o esforço contínuo da Secretaria de Administração Regional (SAR) no desassoreamento de córregos, moradores da Vila Rio e do Cocaia enfrentam alagamentos críticos. Dessa forma, o cenário atual comprova que a limpeza constante, embora necessária, não possui força suficiente para conter as enchentes em Guarulhos sem as obras estruturantes prometidas.
O limite da zeladoria: Quando o desassoreamento se torna paliativo
É fundamental reconhecer o trabalho das equipes de manutenção que removem sedimentos e detritos dos leitos. Contudo, o problema hídrico da cidade atingiu um patamar onde a simples remoção de lixo não resolve a falha estrutural de vazão. Nesse sentido, o desassoreamento rotineiro funciona apenas como uma obrigação de zeladoria, mas não substitui as soluções de engenharia de grande porte exigidas pela geografia urbana da Vila Rio (Córrego dos Cubas) e do Cocaia (Córrego dos Japoneses).
Além disso, a prefeitura não pode utilizar a conscientização sobre o descarte irregular de lixo como justificativa única para a persistência das cheias. Afinal, o volume de água que causa as enchentes em Guarulhos demanda reservatórios de amortecimento capazes de suportar tempestades severas. Inclusive, a persistência desse modelo paliativo mantém centenas de famílias em situação de vulnerabilidade a cada novo temporal.
Comparativo: Zeladoria vs. Macrodrenagem
| Ação Atual (Zeladoria) | Solução Prometida (Macrodrenagem) | Impacto Real |
| Desassoreamento pela SAR | Piscinão do Córrego dos Cubas | Fim dos alagamentos na Vila Rio |
| Limpeza de lixo e detritos | Piscinão do Córrego dos Japoneses | Proteção da região do Cocaia |
| Divulgação em redes sociais | Entrega das metas do Plano de Governo | Cumprimento do compromisso no TSE |
O compromisso com o Plano de Governo registrado no TSE
Para que a cidade pare de submergir, a administração municipal deve cumprir o que empenhou perante a Justiça Eleitoral. Dessa maneira, o Plano de Governo de Lucas Sanches é direto ao apontar a construção de piscinões nos córregos dos Cubas e dos Japoneses como a medida técnica definitiva contra as enchentes dessas regiões em Guarulhos. Portanto, a manutenção atual serve apenas como um “paliativo” enquanto o reservatório principal não sai do papel para proteger a população adjacente.

A barreira do silêncio na Secretaria de Comunicação (SECOM)
Por outro lado, a transparência pública segue como um desafio na atual gestão. Nesse sentido, o portal Guarulhos Online enviou questionamentos específicos sobre o cronograma de início das obras de macrodrenagem e o orçamento previsto para 2026. Todavia, de forma rotineira, a Secretaria de Comunicação (SECOM) ignorou os e-mails e não apresentou qualquer resposta oficial até o fechamento desta reportagem.
Finalmente, o silêncio administrativo diante de cobranças sobre as metas registradas no TSE configura um desrespeito ao cidadão. Em suma, o morador que vê a água invadir sua casa não deseja apenas assistir a vídeos de limpeza no Instagram; ele exige saber quando a infraestrutura prometida será executada. A solução para as enchentes em Guarulhos depende de coragem política para tirar as obras estruturantes do papel e honrar o voto de confiança do eleitor.
Você mora em um dos pontos críticos de alagamento em Guarulhos? A limpeza do córrego do seu bairro tem sido suficiente para evitar enchentes? Comente abaixo e ajude a cobrar as obras prometidas!


