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sáb, 13 jun 2026
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Irã retoma controle de Ormuz em meio a tensões com EUA

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A República Islâmica do Irã, por meio de sua agência de notícias oficial Irna, anunciou neste sábado (18) a retomada do controle total sobre o estratégico Estreito de Ormuz, afirmando que a supervisão foi reforçada pelas Forças Armadas do país. A medida surge em resposta a supostas violações de acordos prévios por parte dos Estados Unidos, que o Irã acusa de pirataria marítima e de desrespeitar compromissos. Este desenvolvimento ocorre em um cenário de tensões crescentes na região e após o anúncio de um cessar-fogo no Líbano.

O tenente-coronel Ebrahim Zolfaghari, porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya do Irã, enfatizou a natureza estratégica do estreito, declarando que o local opera sob “estrita gestão e controle das Forças Armadas”. Anteriormente, o Irã havia permitido a passagem controlada de petroleiros e embarcações comerciais, um gesto que, segundo Zolfaghari, foi de “boa fé” e parte de acordos negociados.

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Contudo, as autoridades iranianas alegam que os Estados Unidos “violaram repetidamente os compromissos” estabelecidos, praticando “pirataria e roubo marítimo” sob o pretexto de um bloqueio. Portanto, essa situação teria levado à decisão de restaurar o controle iraniano às suas condições anteriores, visando assegurar a soberania e a gestão do importante corredor marítimo.

Alegações Iranianas e Violação de Acordos

As acusações iranianas sobre a conduta dos EUA na região são um ponto central na justificativa para a retomada do controle do Estreito. O governo de Teerã sustenta que a presença e as ações da frota estadunidense no Golfo Pérsico e arredores configuram uma agressão e um desrespeito à soberania iraniana, especialmente considerando os arranjos anteriores para a navegação segura.

Além disso, a permanência dos navios norte-americanos na região é vista por Teerã como uma violação direta do acordo de cessar-fogo recentemente estabelecido. Navios dos EUA permanecem posicionados no Oceano Índico, a uma distância estratégica do Estreito de Ormuz, de onde podem interceptar eventuais ameaças ou ataques provenientes do Irã.

A Importância Estratégica de Ormuz

O Estreito de Ormuz é uma rota marítima crucial, por onde transita aproximadamente 20% da produção mundial de petróleo. Qualquer interrupção ou tensão elevada na área tem o potencial de impactar significativamente os mercados globais de energia, elevando os preços e gerando instabilidade econômica em escala internacional.

Historicamente, o Irã já havia sinalizado a possibilidade de fechar o estreito caso o bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos persistisse. Esta ameaça, divulgada pela Agência Tasnim, ligada ao Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI), sublinha a capacidade do país de usar essa rota vital como ferramenta de pressão geopolítica em momentos de crise.

Contexto do Cessar-Fogo Regional

O anúncio iraniano ocorre logo após um cessar-fogo de dez dias entre Líbano e Israel, negociado pelo então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na última quinta-feira (16). Esta trégua era uma das exigências explícitas do Irã para a continuidade das negociações regionais e para o alívio das tensões no Oriente Médio.

Em um comunicado divulgado na sexta-feira (17), a Força Naval do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) informou sobre uma “nova ordem” que passaria a reger o estreito, fazendo uma clara referência ao cessar-fogo recém-acordado. Contudo, as novas declarações de sábado indicam uma mudança de postura em relação à passagem de embarcações, com o Irã reafirmando seu controle rigoroso sobre o Estreito de Ormuz.

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