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sáb, 13 jun 2026
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Bombardeios Israel EUA Irã: Infraestrutura Civil Devastada em 40 Dias de Conflito

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Durante quarenta dias de intensos ataques, Israel e os Estados Unidos bombardearam o Irã, resultando na devastação de uma vasta infraestrutura civil. As operações militares danificaram 125 mil unidades civis, incluindo 100 mil residências, além de 32 universidades e 339 unidades de saúde por todo o país persa. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (10) pela organização não governamental Crescente Vermelho, que atua com resgates humanitários.

A Dimensão dos Danos Civis no Irã

Pir-Hossein Kolivand, presidente do Crescente Vermelho no Irã, detalhou à TV SNN que algumas dessas estruturas foram completamente destruídas, enquanto outras sofreram danos significativos. Esses documentos serão formalmente enviados às organizações internacionais, evidenciando a amplitude da crise. Ademais, do total de unidades afetadas, 23 mil eram comerciais, revelando um impacto abrangente na economia local e na vida cotidiana dos cidadãos.

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Entre as instalações médicas atingidas, constam hospitais, farmácias, laboratórios, centros de saúde e de emergência, que são fundamentais para a população. Contudo, Kolivand ressaltou que, embora algumas unidades tenham sido desativadas, houve esforços notáveis para reativar serviços essenciais, como o Hospital Khatam, que voltou a operar em menos de 24 horas, demonstrando resiliência em meio ao caos.

Além disso, a organização, que emprega mais de 28 mil trabalhadores no Irã, informou que 857 escolas e 20 centros do próprio Crescente Vermelho foram alvo dos bombardeios. Um dos ataques de grande repercussão ocorreu contra a Universidade de Tecnologia Sharif, em Teerã, considerada a principal instituição de tecnologia e engenharia do país, evidenciando a mira em centros de conhecimento e desenvolvimento.

Condenação Internacional e Perspectivas do Conflito

Em resposta aos ataques, 36 universidades iranianas emitiram uma nota conjunta, condenando veementemente a violência e apelando à comunidade global por justiça. O comunicado exorta instituições religiosas, científicas, universitárias e culturais do mundo a se unirem contra tais ações, impedindo que os direitos fundamentais da humanidade sejam sacrificados pelas ambições desmedidas das potências envolvidas, o que ressalta a gravidade da situação.

Ataques a infraestruturas civis são categoricamente condenados pelo direito internacional humanitário, configurando crimes de guerra. A despeito disso, o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, chegou a ameaçar destruir o Irã por completo, o que, se concretizado, caracterizaria um crime de genocídio. Por outro lado, o secretário de Estado, Marco Rubio, em algumas ocasiões, ponderou que danos à infraestrutura civil poderiam ser vistos como “efeitos colaterais” dos combates, minimizando a intencionalidade.

Estratégia Deliberada ou Efeito Colateral?

O jornalista e especialista em geopolítica Anwar Assi oferece uma análise mais contundente sobre o padrão dos ataques. Ele avalia que o elevado número de unidades civis atacadas no Irã, na Faixa de Gaza e no Líbano sugere que tais eventos não são meros efeitos colaterais da guerra, mas sim parte de uma tática consciente. Pelo contrário, Assi afirma que se trata de uma estratégia deliberada, visando pressionar e aterrorizar a população civil.

Portanto, essa tática, utilizada por Israel desde a década de 1990, busca demonstrar que não haverá ajuda para a população atingida, fomentando o desespero. Israel, embora não se manifeste especificamente sobre os ataques à infraestrutura civil no Irã, frequentemente justifica ações similares em Gaza e no Líbano, alegando que essas estruturas estariam sendo utilizadas para fins militares, uma alegação que é frequentemente contestada por organizações humanitárias e de direitos humanos.

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