Pronto, nasceu!! Mas e agora? Como amamentar meu bebê? Por mais que leiam sobre (o que é muito bom), nunca será o mesmo que vivenciar, e cada mulher tem suas particularidades assim como a relação de cada mãe e seu bebê nesses primeiros dias.
E já não bastam todas as dúvidas quando se dá a luz a um bebê e com a maternidade em si, existe um tema que ainda promove a muitas mulheres angústia, medo e questionamentos, a amamentação. Alguns Mitos que escutamos por ai:
- O leite materno é fraco
- Amamentar com fórmula é descuido
- A produção de leite materno é curta
- O bebê precisa aprender a mamar
- Seios pequenos não produzem leite suficiente
- Leite de fórmula substitui o leite materno
Vamos lá, o leite materno é o alimento mais completo e tem todas as vitaminas, água, gordura, açúcares entre outros componentes necessários ao seu bebê e é um alimento insubstituível diante das suas propriedades.
Algumas mamães por diversos motivos não conseguem amamentar no seio, mas isso não está relacionado a descuido, lembrando que a amamentação é uma troca de afeto e essa troca pode ser feita oferecendo fórmula / mamadeira. O bebê já nasce com reflexo de sucção, portanto não se faz necessário ensiná-lo, apenas posicionar para que tenha uma melhor “pega”.
Outra informação que não condiz com a realidade é sobre o tempo de produção de leite e tamanho do seio como interferência para produção. Existem casos de mães que amamentam seus filhos no seio acima dos dois anos de idade, e isso por que não deixam de estimular o seio, quanto mais o bebê faz o movimento de sucção, mais leite se produzirá.
Há casos, inclusive, de mães que optaram por parar de amamentar no seio por algum tempo, e depois retomaram com a sucção do filho e o leite volta a ser produzido. Não esta relacionado ao tamanho do seio e sim ao estímulo que tem para que o leite materno continue sendo produzido na quantidade necessária para seu bebê.
Importante ressaltar o período delicado que essa mãe estará vivenciando, em meio ao puerpério, dependendo do parto que teve o leite demora algumas horas ou dias para descer e isso a deixa mais cheia de medos e dúvidas, levar a ela informações e maior segurança é o papel de uma rede de apoio consciente.
Dessa forma, contribuindo com o vínculo mãe/bebê além de uma maior autoestima e autoconfiança para exercer esse novo papel que exige tanta entrega e renúncia ao mesmo tempo.
As mães, reforço a necessidade de se olhar e perceber suas particularidades, e o quanto falam sobre si. Procurem não se comparar, uma das coisas mais belas da maternidade são as diferenças entre mães.
Cada uma responderá de uma maneira frente a mesma situação. Seja gentil consigo e os caminhos vão se desenhando de maneira orgânica, atendendo às suas necessidades e a do seu filho (a).

Daniele Barros é Mãe | Psicóloga Clínica | Graduada em Gestão de Pessoas | Pós graduada em Marketing pela Business School São Paulo | Psicologia Analítica Junguiana pela Sociedade Brasileira de Psicanálise Integrativa | Formação em Psicologia Perinatal e da Parentalidade pelo Instituto Mater Online | Sempre em busca de constante aprimorame nto em Saúde Mental


